“A satisfação das necessidades elementares continua a ser a melhor salvaguarda da alienação, o que melhor a dissimula justificando-a com base numa exigência inatacável. A alienação cria inúmeras necessidades porque não satisfaz nenhuma; a insatisfação mede-se hoje pela quantidade de carros, frigoríficos ou televisores: objectos alienantes que na sua pobreza concreta perderam a astúcia e o mistério de uma transcendência, limitando-se a existir. O rico actual é quem possui o maior número de objectos pobres.
Raoul Vaneigem, in Banalidades de Base, Frenesi, 1998.