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Associação Cultural e Espaço de Intervenção Social
Saco de Gatos vai encerrar no dia 31 de Março de 2019 porque:

  • 1° A senhoria, ao fim de 12 anos, comunicou por carta que não quer renovar o contrato de arrendamento (posteriores contactos foram em termos incomportáveis);
  • 2° A Associação entende que não faz sentido existir noutro espaço e que o fim deste (Gato Vadio) será o fim da mesma;
  • 3° A Câmara Municipal não tem uma política séria e activa de protecção dos habitantes, das associações e de outros actores da cidade que querem viver no centro - entre os turistas.

31 de Janeiro a 04 de Fevereiro | Photobook | SonhoAmericano

 Quarta 31 de Janeiro, 21:30h 
Encontro do Photobook Club do Porto
Adelino Marques apresentará o livro FAR CRY de Paulo Nozolino.

Nas quintas de Fevereiro, Gato Vadio apresenta... 
O Sonho Americano,
sempre pelas 21:30h, sempre com entrada livre!
 Quinta 01 de Fevereiro, 21:30h 

 O Cowboy da Meia-Noite
 (1969) / Midnight Cowboy 
 John Schlesinger / 1h 53min 
Um curioso ingénuo viaja de Texas para Nova York em busca de fortuna pessoal, mas, no processo, encontra um novo amigo.

A Ideia, na nossa livraria....

Disponível já na livraria :
A IDEIA 
revista de cultura libertária
II Série, Outono de 2017, nº 81-83 (número triplo, Dezembro 2017)
Director: António Cândido Franco 

 António Baião [A Revolução Russa na Imprensa Operária e Libertária da I República - bibliografia], António Cândido Franco [Henry David Thoreau e a Moderna Tradição Libertária], [Conversa com Cruzeiro Seixas], [Correspondência de Fernando Alves dos Santos para Cruzeiro Seixas], [Correspondência de Luiz Pacheco para Fernando de Paços], [Correspondência Mário Cesariny/Natália Correia], Dossier Portugal SurrealismoEmma Goldman [Recordações de Kropotkine], Gabriel Rui Silva [Manuel Ribeiro, Eduardo Metzner e a Revolução Russa de 1917], [Memorial de Cronstadt], Fernando J. B. Martinho [Virgílio Martinho: Poeta], Hilário Marques [Editoriais D’A Sementeira], Jaime Brasil [A Rússia dos Sovietes], Jaime Salazar Sampaio[textos … inéditos], João Freire [A Acção Anarquista Hoje e há um Século], João de Sousa [poema], José Maria Carvalho Ferreira [Contradições e Equívocos Históricos da Revolução Russa], José Pedro Zúquete [O Anarquismo está de volta?], Manuel da Silva Ramos [Baptista-Bastos Vivo e Indispensável], Miguel Real [Virgílio Martinho entre o surrealismo e o neo-realismo], Paulo Eduardo Guimarães [O Iconoclasmo Acrata e a Crise da Consciência Revolucionária em Portugal nos Anos 20], Risoleta C. Pinto Pedro [Jaime Salazar Sampaio – O Homem Drama]. 

25 a 28 de Janeiro | Teshigahara | ClubeDeBlues | MúsicaNaTela

 Saco de Gatos 
 Associação Cultural e Espaço de Intervenção Social 
Bookshop - Coffee Bar
for tramps   pour amoureux
fur auslander   para aburridos
per revoltati   at forstyrre
para gente de todos os lugares

 sempre com entrada livre 

 Passa a palavra! 

Torna-te Gat@, faz-te Vadi@
Nas quintas de Janeiro, Cristina Regadas apresenta... 
Hiroshi Teshigahara,
sempre pelas 21:30h, sempre com entrada livre!
 Quinta 25 de Janeiro, 21:30h 

A Mulher nas Dunas
1964, 147 min
É considerado a obra-prima de Teshigahara, a partir do romance homónimo de Kobo Abe e com música original de Toru Takemitsu. Um entomologista amador vindo de Tóquio, Niki Junpei, procura uma nova espécie de besouro num lugar remoto. Quando perde o autocarro de volta a casa, vê-se obrigado a passar a noite com uma viúva que vive no fundo de uma duna na areia. Quando acorda na manhã seguinte, não encontra a escada por onde havia descido. Está captivo.

 Sexta 26 de Janeiro, 21:30h 

 quarta sessão:

  Clube de Blues no Gato Vadio  
projecção de filmes e/ou documentários sobre
Robert Johnson

 Domingo 28 de Janeiro, 18:00h 

 Matinée : música na tela...

O Rato da Europa na nossa livraria

Na livraria, não escondidos mas só visíveis por ratos de livraria,
maravilhosos e raros exemplares da


  Colecção O Rato da Europa  

18 a 21 de Janeiro | Teshigahara | Cinema(In)visível

Nas quintas de Janeiro, Cristina Regadas apresenta... 
Hiroshi Teshigahara,
sempre pelas 21:30h, sempre com entrada livre!
 Quinta 18 de Janeiro, 21:30h 

Antonio Gaudí
 1984, 72 min.
Documentário / poema-visual de Teshigahara sobre o arquitecto catalão.

 Sexta 19 de Janeiro, 21:30h 

Sessão de Cinema (In)Visível
 por Tiago Sines

Esta será uma sessão de cinema-experimental em dois sentidos, da palavra. Experimental pelo modo como foram feitas, através de técnicas de abstracção produzidas por imagem, som e pela própria narrativa. Experimental porque será a primeira vez que terão contacto com uma audiência mais alargada e variada.

A escolha do nome (IN)VISÍVEL deve-se a uma influência do fantástico, nas narrativas. O Fantástico através de elementos inverossímeis, imaginários, afastados da realidade mais comum.

A proposta é colocar o espectador numa relação mais activa e mais reflexiva com os filmes. Nesse sentido e no sentido de promover uma troca, haverá espaço para diálogo entre audiência e o autor.

Serão exibidas três curtas metragens:
2015
POR DENTRO (10 min.)
2016
A CORTINA AZUL (13min.)
2017
OS EXTRAORDINÁRIOS - Parte 1 (35 min.)

A entrada é livre. Contamos com a vossa presença.

11 a 14 de Janeiro | FilosofiasMarginais | Teshigahara | VirgílioMelo | SeiMiguel

 Quinta 11 de Janeiro, 19:00h 

segundo encontro
  Fórum Filosofias Marginais  
"Simplicidade e construção" em Lanza del Vasto;
repete numa quinta-feira do mês

Nas quintas de Janeiro, Cristina Regadas apresenta... 
Hiroshi Teshigahara,
sempre pelas 21:30h, sempre com entrada livre!
 Quinta 11 de Janeiro, 21:30h 

"Otoshiana (Pitfall)"
1962, 97 min.
A primeira longa-metragem de Teshigahara e a primeira colaboração com Kobo Abe, que escreveu o argumento. O filme segue um homem e seu filho, que chega a uma pequena vila em busca de trabalho nas minas. É assassinado por um estranho misterioso.
Uma comunidade fantasma revela-se. 

 Sábado 13 de Janeiro, 17:00h 

Nesta sessão das Audições Comentadas,
o compositor, professor e musicógrafo,
 
Virgílio Melo, apresenta Frédéric Chopin

 Sábado 13 de Janeiro, 21:30h 

Lançamento do Livro das Imagens de Sei Miguel

Os desenhos de Sei Miguel são um rumor vago na memória do meio artístico português. Das episódicas ilustrações no JL à aparição fugaz das suas obras informais nas páginas da Colóquio Artes, a obra gráfica de Sei foi, no mínimo, discreta no panorama do final da década de 1970. Talvez pelo carácter pontual da sua visibilidade, talvez pela falta de um contexto apropriado, certo é que, da década de oitenta em diante, o seu trabalho nesta área submergiu para águas profundas e não mais voltou à superfície. Isso não significou, contudo, que o exercício do desenho abandonasse o quotidiano de Sei Miguel que, ao mesmo tempo que estabelecia o seu lugar como uma das referências da música improvisada portuguesa, o alimentou paulatinamente e sobre ele foi vertendo a exigência crítica que lhe conhecemos.

Os desenhos reunidos neste Livro das Imagens vêm, portanto, carregados dos mesmos rigor, contundência e economia expressiva que marcam a sonoridade de Sei Miguel. Na sua singeleza, estes são desenhos “do meio da rua”, como “do meio da rua” é a sua música, não só no sentido em que não se querem nem se deixam nunca abrigar em casa alguma, mas também no sentido em que foram criados para viver e fazer o seu efeito nesse lugar de comunhão e encontro que é o espaço público. Por paradoxal que possa parecer, estes são desenhos pop – tão pop quanto aquele ideal que, nos anos de 1960, imaginou o encontro ecuménico da cultura, o lugar da confluência de géneros e da miscigenação de tendências, onde todos os signos conviveriam, por fim, no terreno comum da sua livre interpotenciação e da democratização dos seus sentidos.

E assim como na utopia pop, nos desenhos de Sei Miguel convivem títulos e grafemas, formas reconhecíveis e outras nem tanto, inscrições típicas da BD e aproximações geométricas, alusões a figuras da cultura de massas e citações da mais criteriosa erudição, referência a eventos transversais da nossa história comum e inclusão de episódios potencialmente autobiográficos – tudo isto sob a luz inclemente de um alto contraste e na corrente de uma linha que não hesita. A sugestão é, contudo, a mais determinante das características deste Livro das Imagens. O que nele se adivinha é tão importante quanto o que nele se mostra, o que faz da tensão entre o dito e não dito, entre a expressão e o seu reverso, o mais poderoso ligamento da sua unidade.
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Sei 
Miguel’s drawings are like a vague rumor in the memory of the Portuguese artistic milieu. From the episodic illustrations in Jornal de Letras to the fleeting appearance of his informal works on the pages of Colóquio Artes, the graphic work of Sei was, at the very least, a discreet presence in the panorama of the late 1970s. Perhaps because of its timely visibility, perhaps because of the lack of an appropriate context for it, the fact is that, from the 1980s onwards, his work in this area submerged into deep waters and did not resurface. This doesn’t mean, however, that drawing disappeared altogether from Sei’s daily life. Quite the contrary: as he was striving to conquer his place as one of the utmost references of Portuguese improvised music, he kept on practicing it thoroughly with the critical demand he applied to everything else.

The drawings assembled in Livro das Imagens (Book of Images) are loaded with the same rigor, forcefulness and expressive economy that characterize Sei Miguel’s sound. In their singleness, these are drawings ”from the middle of the street”, as ”from the middle of the street” is Sei’s music, not only in the sense that they do not want to (and never let themselves be) sheltered, but also in the sense that they were created to live and act in this place of communion and encounter that is the public space. Paradoxical as it may seem, these are pop drawings – as pop as the ideal that in the 1960s envisioned the ecumenical
encounter of culture, the place of the confluence of genres and the mixing of artistic positions, where all signs would finally inhabit the common ground of their free interpotentiation and the democratization of their senses.

And as with the pop utopia, Sei Miguel’s drawings are filled with expressions and graphemes, recognizable forms and others not so much, comic’s typical inscriptions and geometrical shapes, allusions to figures of mass culture and quotations from the most judicious erudition, reference to events of our common history and hints on potentially autobiographical episodes – all of these placed under the inclement light of high black and white contrast and traced in the current of a line that does not hesitate. Suggestion is, however, the most determinant of the characteristics of this Livro das Imagens. What is shown in it is as important as what needs to be guessed, which makes the tension between said and unsaid, between expression and its reverse, the most powerful bond of its unity..

A Batalha na nossa livraria!

À livraria chegaram  vários exemplares de 
  A Batalha #276  
(em vésperas de fazer 98 anos).
Ei-la na nossa montra, no novo e suspenso espaço expositivo,
de boleia
 no Jornal Mapa.


04 a 07 de Janeiro | Teshigahara | PopSongs | GanhemVergonha

 Passa a palavra! 

Torna-te Gat@, faz-te Vadi@
Nas quintas de Janeiro, Cristina Regadas apresenta... 
Hiroshi Teshigahara,
sempre pelas 21:30h, sempre com entrada livre!
 Quinta 04 de Janeiro, 21:30h 

A Face de Um Outro
1966, 122 min.

Um homem de negócios com um rosto desfigurado obtém uma máscara realista feita pelo seu médico, mas a máscara começa a alterar a sua personalidade.

 Sexta 05 de Janeiro, 21:30h 

o regresso do fabuloso actor, encenador, poeta, performer,
 Nuno Marques Pinto ao Gato Vadio:

  Pop Songs by Nu No  

Nu No "Pop Songs" 
parva - edições independentes, 2017 

álbum de estreia numa edição limitada em objectos únicos c/ pinturas a pastel de óleo sobre papel, por Nuno Pinto: 
15 não-cassetes c30 - inclui pintura a pastel de óleo sobre papel dentro de caixa s/ cassete (20 x 13 cm, aberto) 
30 cd-r c/ desenho - inclui pintura a pastel de óleo sobre papel com capa em folha de acetato (36 x 27 cm, aberto) 
duração: 29min. / formato: cassete e cd-r / produtor: Pedro Centeno / autor: Nu No 


Nuno Marques Pinto é performer, actor, encenador, musico e afins, lança o seu primeiro trabalho discográfico a solo; o resultado é POP SONGS, um disco herdeiro da velha tradição iconoclasta e subversiva que Rimbaud inaugura, santificado por Jarry, Dada e o Surrealismo, o teatro de Artaud, a Internacional Situacionista, P. Henry, Cage e a música concreta. 

Ao habitar a cidade enquanto estúdio de gravação onde o acaso e o aleatório operam como instrumentos sónicos, a voz ganha corpo e o corpo voz, e o que escutamos é a passagem do tempo temperado com gritos e síncopes, criando assim um ruído assombroso que funciona como banda sonora desta coisa a que demos o nome de vida. 

video:  vimeo.com/242938247 

 Sábado 06 de Janeiro, 17:30h 

Apresentação do livro baseado na plataforma Ganhem Vergonha:
 Trabalho Igual, Salário Diferente 


Esta primeira apresentação pública do livro irá contar com a presença do autor da publicação e ainda de João Ferreira, membro da Associação Portuguesa de Juristas Democratas. O advogado foi um dos vários convidados que contribuíram com um texto para o livro, entre deputados, jornalistas, historiadores, sociólogos e activistas.

A apresentação é aberta a todos os que se interessam por temas ligados à precariedade laboral e aos que quiserem saber mais sobre o trabalho da plataforma 
GANHEM VERGONHA e a produção deste livro (financiado por crowdfunding).