Quantas vidas tem um Gato?

Os menos distraídos podem ter reparado que depois de tanto escarcéu afinal o Gato Vadio não bateu com a porta. Longas reuniões e assembleias, com direito a algumas bufadelas e arranhadelas, a gataria não descansou.... Afinal existiam pessoas associadas inconformadas com as notícias do fecho que se uniram pela vontade de manter o Gato. Vai-se a ver e o incumprimento dos prazos legais de aviso de não-renovação do contrato permitiu ficar tal e qual.... e há a esperança que se mantenha até dezembro de 2019.

A solução?
Não é mais do que o processo já em curso: 12 vadios, novos e velhos, chegaram-se à frente para garantir a maioria das tarefas e turnos necessários à abertura do Gato nos próximos meses. Velha guarda e sangue novo – uns mais cépticos, outros mesmo cáusticos – a experimentar outras formas de cuidar da associação mantendo a sua natureza vadia.

Vão ter de nos continuar a aturar por cá! E depois logo se vê.

O Gato Vadio está vivinho da silva e recomenda-se – já perdemos a conta às vidas que passaram.
Por isso aparece, maldiz, propõe, ronrona, associa-te.... faz-te Vadio! - Saco de Gatos
...




Voltamos ao ciclo de Documentários sobre África!


A Gato Vadio presta homenagem aos vários movimentos ambientalistas que actualmente pelo país fora plantam árvores contribuindo para a necessária revolução verde.


Taking root – the vision of Wangari Maathai (Quénia)

de Lísa Merton e Alan Dater

África – Ciclo de Documentários

Quinta-feira, 25 de Março, 22h

Gato Vadio

Entrada Livre



Revolução Verde no Quénia

Taking Root retrata a vida da activista política e ambiental queniana Wangari Maathai cuja simples vontade de plantar árvores se enraizou e expandiu num movimento nacional de luta ambiental, protecção dos direitos humanos, emancipação do papel das mulheres e que contribuiu para a queda do regime ditatorial queniano.






O movimento Green Belt (ver: the Green Belt Movement, ), que Maathai fundou, é um belo exemplo e uma lição vinda de África de como plantar árvores pode significar um processo de democratização do uso da terra e de sustentabilidade ecológica e económica, ao garantir simultaneamente a subsistência e a dignidade das populações rurais, melhorando o seu nível de vida, e não só preservando a floresta mas fazendo crescer a área verde do país. Além da onda verde, de melhorar a qualidade de vida e de ter favorecido a emancipação da mulher, o movimento verde gerou um processo de democratização social, decisivo para a queda da longa ditadura de 24 anos no Quénia. Wangari Maathai recebeu o prémio Nobel da Paz em 2004.

Taking root – the vision of Wangari Maathai (Quénia)

de Lísa Merton e Alan Dater

81 min

2008




(programa completo)

Comentários