28 a 31 de Dezembro | CenasNatalícias | Rojava | MaxFernandes5 | MaxFernandes6

Todo o mês de Dezembro 
parede vermelha da livraria habitada
com

 R E T R O E X P E C T A T I V A 
colagens em capas de livros
de Helena Rocio Janeiro

 Nas quintas de Dezembro, Gato Vadio apresenta... 
cenas natalíciassempre pelas 21:30h!
 Quinta 28 de Dezembro, 21:30h 

Blackadder's Christmas Carol
(1988) / Richard Boden / 43min 
Depois de um espírito genial mostrar ao benevolente
Ebenezer Blackadder visões dos seus ancestrais sem escrúpulos,
ele resolve consertar tudo com os seus modos generosos.

 Sexta 29 de Dezembro, 18:00h 

 Nascidas da Urgência 
 Rostos da Luta contra o ISIS 

Doc + Conversa sobre Rojava e a Luta Internacionalista

Há quase quatro décadas que o movimento Kurdo começou a reivindicar independência como forma de resistência às políticas de opressão e colonização do Estado turco, que leva uma guerra aberta com o objetivo de apagar histórica e culturalmente um povo milenar. Este movimento nascido na tradição Marxista-Leninista, no inicio dos anos 2000 opera uma mudança ideológica. Passam então a propor um modelo de reconstrução de todo o sistema social, político e económico que possa reforçar os valores de horizontalidade na organização social, tentando assim abolir as relações de exploração dentro da sociedade kurda, apelando também à convivência inter-étnica e religiosa entre povos.
O modelo, intitulado de Confederalismo Democrático é fundado pelos povos Curdos, Árabes, Assírios, Caldeus, Arameus, Turcomanos, Arménios e Tchetchenos, em três cantões em Rojava – Norte da Síria. A criação baseia-se em três linhas centrais : ecologia, luta das mulheres e no Confederalismo como organização social constituída por comunas, assembleias municipais e regionais articuladas com cooperativas, academias e outras estruturas de auto-gestão democrática.
Rojava despertou, a (re)formação de um movimento internacionalista que têm apoiado a luta de libertação kurda. As brigadas internacionais que se encontrem desde o principio do conflito a combater ao lado YPG e YPJ, complementadas pelas brigadas civis que estão a apoiar a reconstrução de Rojava em articulação com os comités internacionalistas que difundem e a apoiam ao causa do povo povo kurdo nos quatro cantos do mundo.
Esta conversa pretende discutir as questões do internacionalismo no séc XXI e demonstrar através do exemplo prático de Rojava como se demonstra essa solidariedade internacional entre povos. Parece-nos importante uma reflexão coletiva para podermos imaginar modelos de emancipação social e de solidariedade internacional que além do apoio ao povo Kurdo possam imaginar novas formas de vida para além do capitalismo e do Estado com espaços organizados desde baixo e autónomos geradores de renovação social e de auto-determinação dos povos do mundo.

 Ciclo em torno da obra videográfica
 de Max Fernandes 

Projecção de vídeos e conversa com o artista

 Sexta 29 de Dezembro, 21:30h 

- "Saída", 2017
Falado em português / Substituição. - 15 min.

- "Escola", 2012-2015
Falado em português / Filme-Teatro do Oprimido construído a partir do grupo Rastilho e a defesa do espaço comunitário a funcionar no centro da vila.
O grupo apresentava-se assim:
“O Rastilho é um grupo espontâneo, informal e experimental, sem duração definida e sem fins lucrativos que tem por objectivo promover a cultura de produção colectiva, formado por Adelaide Guimarães, Adriana Prazeres, Alexandre Moreira, Amanda Midori, Carla Costa, Carla Cruz, Eduarda Costa, Fernanda Assunção, Margarida Moreira, M. Albina Leite, M. Elisa Ferreira, M. Fernanda Freitas, M. Goretti Esteves, M. de Lurdes Oliveira, M. José Novais, Max Fernandes, Tomás Lemos, e todos os que vierem a contribuir para o desenvolvimento das suas actividades.
Fruto de um processo de criação artística colectiva iniciado por Carla Cruz junto de um grupo já constituído – o Tecer Outras Coisas e mais alguns amigos e parceiros – o Rastilho nasce de uma vontade comum de expandir para a comunidade e para o espaço público as suas preocupações. Para as suas actividades, o grupo dá uso à Escola Primária do Bairro em Pevidém, na qual as duas salas de aulas do rés-do-chão – vazias desde que em 2010 as crianças foram transferidas para um novo pólo com melhores condições e recursos – são agora novamente preenchidas com actividades ligadas à aprendizagem, troca de conhecimentos e produção de saberes e cultura. O espaço habitado na Escola é de gestão comunitária, e foi idealizado e posto em marcha por este grupo inicial. De uso polivalente, o espaço modifica-se à medida das actividades programadas e espontâneas. Há, no entanto, que realçar que o Rastilho não é o espaço, é o grupo; é o movimento que vai de um para o outro, que procura compreender e partilhar.
A Escola estará aberta ao público em geral enquanto participante e produtor de actividades culturais num ambiente descontraído e de respeito por todos os seres e o meio ambiente.”
63 min.
-
Conversa

 Sábado 30 de Dezembro, 17:30h 

- "Narciso de todas as espécies", 2017
Falado em português
Lago turvo: espécies e acontecimentos que revelam transformações na cidade.
90 min.
-
Conversa

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