Quantas vidas tem um Gato?

Os menos distraídos podem ter reparado que depois de tanto escarcéu afinal o Gato Vadio não bateu com a porta. Longas reuniões e assembleias, com direito a algumas bufadelas e arranhadelas, a gataria não descansou.... Afinal existiam pessoas associadas inconformadas com as notícias do fecho que se uniram pela vontade de manter o Gato. Vai-se a ver e o incumprimento dos prazos legais de aviso de não-renovação do contrato permitiu ficar tal e qual.... e há a esperança que se mantenha até dezembro de 2019.

A solução?
Não é mais do que o processo já em curso: 12 vadios, novos e velhos, chegaram-se à frente para garantir a maioria das tarefas e turnos necessários à abertura do Gato nos próximos meses. Velha guarda e sangue novo – uns mais cépticos, outros mesmo cáusticos – a experimentar outras formas de cuidar da associação mantendo a sua natureza vadia.

Vão ter de nos continuar a aturar por cá! E depois logo se vê.

O Gato Vadio está vivinho da silva e recomenda-se – já perdemos a conta às vidas que passaram.
Por isso aparece, maldiz, propõe, ronrona, associa-te.... faz-te Vadio! - Saco de Gatos
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07 a 10 de Junho | CineWest | JoãoUrbano | VírgilioMelo | SaguãoBordo

Nas quintas de Junho, Gato Vadio apresenta... 
CineWest,
sempre pelas 21:30h, sempre com entrada livre!
 Quinta 07 de Junho, 21:30h 
A Fúria das Armas 
(1953) 
Gun Fury  1h 23min
Director: Raoul Walsh

Um veterano da Guerra Civil, cansado de ver sangue derramado, ruma a Oeste com a sua noiva para reconstruir a sua vida.
Porém, o seu comportamento pacifico é posto à prova quando um fora-da-lei e o seu gang raptam a sua futura esposa.... 

 Sexta 08 de Junho, 21:30h  
Apresentação por Jorge Leandro Rosa

O Caso Salvaterra
de João Urbano, Compª das Ilhas

O novo romance de João Urbano renegou as metafísicas da literatura mas foi cosido com os farrapos de todas, sejam elas a autoria, o estilo, a arte ou mesmo o amor. É o único outlet do prestígio, do bem e do belo. Não tem paragem de autocarro à porta. - (Jorge Leandro Rosa)
 

Excerto do livro:
Volto à exposição, ao meu amigo que me espera. Só que aquele mundo, o mundo por onde transita o meu amigo, o mundo da arte, não me interessa para nada e se algum dia me repugnou deixou de me repugnar. Apenas o frequento porque me atrai o aspecto mortuário da arte. Brinco. Ainda o frequento porque existe o Salvaterra e o sigo mesmo ao longe. Salvaterra ainda me faz reparar na arte. Que existem artistas e coisas de artistas. De outro modo não dedicaria um minuto do meu tempo a tal assunto. O capítulo arte, no fundo, encerrou- se para mim. Não deixa de ser um acto perverso visitar ainda certas exposições de arte quando tudo aquilo está morto, para sempre morto.

 Sábado 09 de Junho, 17:00h  
Virgílio Melo regressa cedo para nos apresentar
Johannes Brahms nas suas audições comentadas

 Domingo 10 de Junho, 17:00 - 20:00h 

Assembleia Geral para aprovação
do Relatório de Actividades e Contas de 2017

exclusivo a sócios

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