Quantas vidas tem um Gato?

Os menos distraídos podem ter reparado que depois de tanto escarcéu afinal o Gato Vadio não bateu com a porta. Longas reuniões e assembleias, com direito a algumas bufadelas e arranhadelas, a gataria não descansou.... Afinal existiam pessoas associadas inconformadas com as notícias do fecho que se uniram pela vontade de manter o Gato. Vai-se a ver e o incumprimento dos prazos legais de aviso de não-renovação do contrato permitiu ficar tal e qual.... e há a esperança que se mantenha até dezembro de 2019.

A solução?
Não é mais do que o processo já em curso: 12 vadios, novos e velhos, chegaram-se à frente para garantir a maioria das tarefas e turnos necessários à abertura do Gato nos próximos meses. Velha guarda e sangue novo – uns mais cépticos, outros mesmo cáusticos – a experimentar outras formas de cuidar da associação mantendo a sua natureza vadia.

Vão ter de nos continuar a aturar por cá! E depois logo se vê.

O Gato Vadio está vivinho da silva e recomenda-se – já perdemos a conta às vidas que passaram.
Por isso aparece, maldiz, propõe, ronrona, associa-te.... faz-te Vadio! - Saco de Gatos
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Flauta de Luz – N.º 5

Na Livraria...

  Flauta de Luz – N.º 5  

Edição e coordenação Júlio Henriques
 
Design gráfico Gonçalo Mota
Desenho de capa Miguel Carneiro

Artigos de Agustín García Calvo | Ailton Krenak | Álvaro Fonseca | Ana Cardoso Pires
 Ana Marques | Ana Tomás | Anselm Jappe | António Cândido Franco
 Daniel Munduruku | David Watson | Debra Harris | Dilar Dirik
 Eduardo Viveiros de Castro | Fernando Gonçalves | Eliane Potiguara
 Emanuel Cameira | Felipe Milanez | Georges Lapierre | Grupo Oblomoff
 Henry David Thoreau | Jesús Sepúlveda | Joëlle Ghazarian | Jorge Leandro Rosa
Júlio Henriques | Macedonio Fernández | Maria de Magalhães Ramalho
Paulo Barreiros | Paulo Ramalho | Pedro Fidalgo
Pedro Garcia Olivo | Phil Mailer | Quim Sirera

Questão prévia: a Técnica não é neutra.
Ela é mesmo a mais forte dimensão do poder no mundo actual, poder que congrega, totalmente imbricados, o Estado e as corporações empresariais. O desenvolvimento das novas tecnologias é um eufemístico heterónimo do capitalismo. E o presente fascínio com estas coisas é a forma contemporânea de uma interiorização mais densa e problemática das relações mercantilistas. Este número procura contribuir para tornar mais compreensível a relação profundamente contraditória entre o desenvolvimento demencial da tecnociência e a resistência inquebrantável dos povos indígenas aos ditames da cultura dominante, resistência esta cujas ramificações têm tudo a ver com a nossa própria condição de matéria-prima humana.

Os trabalhos de colaboradores portugueses e internacionais detêm-se em diversos aspectos deste relacionamento discrepante, de que estão a surgir, em variados pontos do mundo, novas expressões da luta contra a domesticação dos indivíduos.
De realçar, neste número, uma maior participação de colaboradores brasileiros, em texto e imagem, bem como de autores do Quebeque.

Os trabalhos publicados incluem ensaio, literatura e poesia, e a revista atribui muita importância à fotografia, ao desenho e à pintura.

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