Quantas vidas tem um Gato?

Os menos distraídos podem ter reparado que depois de tanto escarcéu afinal o Gato Vadio não bateu com a porta. Longas reuniões e assembleias, com direito a algumas bufadelas e arranhadelas, a gataria não descansou.... Afinal existiam pessoas associadas inconformadas com as notícias do fecho que se uniram pela vontade de manter o Gato. Vai-se a ver e o incumprimento dos prazos legais de aviso de não-renovação do contrato permitiu ficar tal e qual.... e há a esperança que se mantenha até dezembro de 2019.

A solução?
Não é mais do que o processo já em curso: 12 vadios, novos e velhos, chegaram-se à frente para garantir a maioria das tarefas e turnos necessários à abertura do Gato nos próximos meses. Velha guarda e sangue novo – uns mais cépticos, outros mesmo cáusticos – a experimentar outras formas de cuidar da associação mantendo a sua natureza vadia.

Vão ter de nos continuar a aturar por cá! E depois logo se vê.

O Gato Vadio está vivinho da silva e recomenda-se – já perdemos a conta às vidas que passaram.
Por isso aparece, maldiz, propõe, ronrona, associa-te.... faz-te Vadio! - Saco de Gatos
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17 a 21 de Dezembro - // CineJaponês // Mistério // JoséBaçãoLeal // ExpoDesenhos

 Quinta, 18 de Dezembro, 21:30h 

 Nas quintas de Dezembro Leonor apresenta...

Ciclo de cinema Japonês

Nobody Knows
2004
Hirokasu Koreeda

Num pequeno apartamento de Tokyo, uma menina de 12 anos tem de cuidar dos irmãos mais novos depois de a mãe os ter abandonado. (2h 21m)

 Sexta, 19 de Dezembro, 22:00h 

mais um mistério no sofá
Rope (A Corda) de Alfred Hitchcock

 » de 19 de Dezembro 2014 a 08 de Janeiro de 2015 «
na parede vermelha da livraria  

 

 Exposição de Desenhos de Eduardo Ferreira 

 Sábado, 20 de Dezembro, 17:30h
 

Projecção debate do filme/documentário

 

Poeticamente Exausto, Verticalmente Só -
A história de José Bação Leal

 

O filme será apresentado mais uma vez pela realizadora depois de o livro ser inserido na colecção
Livros Proibidos pelo Estado Novo nas suas edições originais – série II, do Público.

 
SINOPSE:
Contextualizado no Portugal de finais dos anos 50 e inícios dos anos 60, o documentário é uma aproximação à vida, pensamento e obra de José Bação Leal, um jovem e promissor escritor, falecido em Moçambique durante a guerra colonial, com apenas 23 anos.
Com uma consciência política rara naqueles tempos, este jovem marcou fortemente as pessoas com quem conviveu, tanto pela sua curiosidade intelectual como pela resistência que demonstrou face ao regime fascista e pela sua postura anti-militarista dentro do próprio exército.
Após a sua morte, os amigos juntaram-se para editar, em forma de homenagem, os seus poemas e cartas. Em 1971, o seu pai reedita-o com um grande impacto no meio literário e intelectual. Será, nesse ano, o livro mais vendido na Feira do Livro de Lisboa, antes de ser apreendido pela PIDE.
O documentário flui a partir de testemunhos dos seus amigos mais próximos e da irmã, que nos propõem uma viagem sensível através de um país e de uma época em que "a única forma de se ser pessoa era ser rebelde", como diz um dos seus melhores amigos António Manuel Viana.


Luísa Marinho:
Jornalista desde 2000. Trabalhou na redacção de “O Comércio do Porto” entre 2000 e 2005, na secção de Cultura. Colaborou na publicação “Duas Colunas”, do Teatro Nacional São João, e em edições do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Em 2000 e 2001 foi co-editora da revista “Aponte” editada pelo Jornal Universitário do Porto no âmbito do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Foi co-editora literária da revista de literatura, música e artes visuais “aguasfurtadas”.
Elabora textos para o Festival de Teatro de Expressão Ibérica do Porto – FITEI e é coordenadora editorial do guia e programa do festival.
Esteve envolvida na programação e organização de ciclos de cinema em vários espaços culturais do Porto.
Realizou o filme documentário “Poeticamente Exausto, Verticalmente Só – A História de José Bação Leal”, estreado em 2007 no Festival DocLisboa.

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