Quantas vidas tem um Gato?

Os menos distraídos podem ter reparado que depois de tanto escarcéu afinal o Gato Vadio não bateu com a porta. Longas reuniões e assembleias, com direito a algumas bufadelas e arranhadelas, a gataria não descansou.... Afinal existiam pessoas associadas inconformadas com as notícias do fecho que se uniram pela vontade de manter o Gato. Vai-se a ver e o incumprimento dos prazos legais de aviso de não-renovação do contrato permitiu ficar tal e qual.... e há a esperança que se mantenha até dezembro de 2019.

A solução?
Não é mais do que o processo já em curso: 12 vadios, novos e velhos, chegaram-se à frente para garantir a maioria das tarefas e turnos necessários à abertura do Gato nos próximos meses. Velha guarda e sangue novo – uns mais cépticos, outros mesmo cáusticos – a experimentar outras formas de cuidar da associação mantendo a sua natureza vadia.

Vão ter de nos continuar a aturar por cá! E depois logo se vê.

O Gato Vadio está vivinho da silva e recomenda-se – já perdemos a conta às vidas que passaram.
Por isso aparece, maldiz, propõe, ronrona, associa-te.... faz-te Vadio! - Saco de Gatos
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500 years later

Owen Alik Shahadah

África – Ciclo de Documentários

Quinta-feira, 8 de Abril, 22h

Gato Vadio

Entrada Livre


500 anos depois…

Anunciado como um dos documentários mais poderosos sobre África, 500 years later arrecadou mais de 9 prémios (incluindo o melhor filme no Black Berlin Inter’ Festival e no Pan-African Film Festival, ambos em 2005), recebeu elogios e gerou controvérsia, tanto por adoptar o género “documentário criativo”, quer pelo impacto político-social que despertam as questões raciais e a opressão por ela causada.





Crime, drogas, HIV / AIDS, educação para elites, complexo de inferioridade, baixa expectativa de vida, pobreza, corrupção, saúde precária, e todas as pragas do subdesenvolvimento parecem confluir em grande escala em África. Porquê? Quinhentos anos, desde o início da escravatura, do colonialismo posterior e do neo-colonialismo actual, os africanos ainda lutam pelas liberdades fundamentais. Porquê?, interroga-se Owen Alik Shahadah.


Filmado em cinco continentes,
500 years later é uma viagem atemporal, infundindo através da música, dos depoimentos de africanos e descendentes africanos, um espírito de libertação que retraça a velha luta pelo direito humano mais fundamental - a liberdade.

500 years later

Owen Alik Shahadah,
143 min

2005







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