No mês de Novembro regressa o workshop de Pintura ao Gato Vadio. Em 7 "edições", participaram mais de 45 pessoas (algumas repetentes!) e, desta vez, esperamos por si. A duração total do workshop é de 12 horas repartidas por 4 manhãs. O preço de 70€ inclui uma tela e o restante material necessário (tintas, pincéis, etc), não sendo por isso necessário trazer nada. A não ser talento, vontade, entusiasmo.
Desta vez, tudo aponta, haverá um grupo ao Sábado e outro ao Domingo.
As inscrições devem ser pagas na livraria Gato Vadio (rua do Rosário 281) até ao dia 6 de Novembro, quinta-feira. (verificar o nosso horário no canto superior da barra lateral do Blog).
A Associação Reviravolta organiza uma conversa no Gato Vadio sobre o comércio justo e as suas virtualidades face às relações económicos desiguais estabelecidas entre o mundo rico, dito civilizado, e o mundo pobre, dito terceiro mundo.Os convidados são Hugo Roegiers (OXFAM, Bélgica) e Rafael Cezimbra Souza (CEALNOR, Brasil).
O comércio Justo procura valorizar o produtor, nomeadamente pequenos agricultores dos países não-industrializados, protegendo-os das cadeias de distribuição e das leis de mercado, com o objectivo de garantir uma remuneração justa ao produtor e contribuir para a sustentabilidade de uma economia simples, muitas vezes artesanal e amiga do ambiente.
Apresentação entre o vivo, o não-vivo e o morto, (revista filosófica não-académica.)
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The Rose Buttons - “The New House Of Little Porcs” (Rock Sónico/Show Case)
A revista entre o vivo, o não-vivo e o morto nasceu de uma parceira entre Paulo Serra e o CEPiA (Centro de Estudos Performativos i Artísticos), uma associação sediada em Évora. É uma revista filosófica não-académica que proporciona um espaço, que não existe, para que aquele que tem qualidade nos seus textos possa ver publicado o seu trabalho. Mas a entre o vivo, o não-vivo e o morto tem abertura suficiente, ao exemplo deste primeiro número participa Pedro Ferreira (Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa), Rui Alberto (Licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da universidade Nova de Lisboa) ou A. Pedro Ribeiro (Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Definindo-se como revista filosófica não-académica não se fecha na filosofia.
“Dente por dente: a boca no coração do sangue: escolher a tempo a nossa morte e amá-la.”, António José Forte
António José Forte, Com Uma Faca nos Dentes
Pressente-se, mais do que noutros poetas do surrealismo português, que António José Forte (1937 – 1988) escreve de credo na boca:
“não há dinheiro para partir de vez não há espaço de mais para ficar ainda não se pode abrir uma veia e morrer antes de alguém chegar”
O lirismo presente na poesia de Forte – surrealizado-insuflado na obra dos mais “visíveis” surrealistas portugueses, como Mário Cesariny ou Cruzeiro Seixas – não atenua a insurgência existencial, mas corre ao lado da raiva, da revolta, da violência com que Forte trata tudo aquilo que espezinha a liberdade e precariza a criação do indivíduo. Nesse confronto consciente e (solitário) do sujeito “criar-se” contra o mundo, Forte traz a faca no dentes:
“Aos dezoito anos, aos vinte e oito, a vida posta à prova da raiva e do amor, os olhos postos à prova do nojo. Entrar de costas no festival das letras, abrir passagem a golpes de fígado para a saída do escarro. (…) No meu reino apenas palavras provisórias, ódio breve e escarlate. Nem um gesto de paciência: o sonho ao nível de todos os perigos. Pelo meu relógio são horas de matar, de chamar o amor para a mesa dos sanguinários.”
Insurge-se, por isso, não contra (ou só) a realidade medíocre do fascismo salazarento, mas contra todas as formas possíveis da peste do espírito e do tempo. O horizonte de revolta e realização existencial de Forte supera as fronteiras do tempo e espaço. Ele próprio diz sobre a poesia: “a arte de traduzir em palavras a possibilidade do absoluto.” E vai ainda mais longe, onde poucos que escrevem arriscam chegar, pois sabe que o gume do risco e o eixo da liberdade começa e acaba dentro de cada um e nem sempre se cumpre essa passagem sagrada-infernal sem ter pronto um esgar de sublevação contra o hediondo que espreita em nós.
“O mais belo espectáculo de horror somos nós. Este rosto com que amamos, com que morremos, não é nosso; nem estas cicatrizes frescas todas as manhãs, nem estas palavras que envelhecem no curto espaço de um dia. (…) Só a custo, perigosamente, os nossos sonhos largam a pele e aparecem à luz diurna e implacável. A nossa miséria vive entre as quatro paredes, cada vez mais apertadas, do nosso desespero. E essa miséria, ela sim verdadeiramente nossa, não encontra maneira de estoirar as paredes. Emparedados, sem possibilidade de comunicação, limitados no nosso ódio e no nosso amor, assim vivemos. Procuramos a saída – a real, a única – e damos com a cabeça nas paredes. Há então os que ganham a ira, os que perdem o amor.”
O Gato Vadio orgulha-se de poder dizer a poesia de António José Forte, já que de credo na boca andamos há muito tempo.
António José Forte Sessão de Poesia Por Nuno Meireles e Júlio Gomes Sábado, 18 de Outubro, 23h Gato Vadio Entrada livre
Vimos por este meio fazer saber que o Ex.mo Sr. Engenheiro Naval Álvaro de Campos (por Glasgow), autor de várias poesias e auto-designado escritor Sensacionista, será ora homenageado com leituras de vários dos seus textos poéticos por ocasião (tardia) do seu aniversário, celebrado a dia 15 do corrente mês.
Muito nos honraria com a sua presença
A administração,
Álvaro de Campos Sessão de Poesia Por Nuno Meireles e Júlio Gomes Domingo, 19 de Outubro, 18h Gato Vadio