Workshop PINTURA - Novembro

("Clicar" no "cartaz" para mais informação).

No mês de Novembro regressa o workshop de Pintura ao Gato Vadio. Em 7 "edições", participaram mais de 45 pessoas (algumas repetentes!) e, desta vez, esperamos por si. A duração total do workshop é de 12 horas repartidas por 4 manhãs. O preço de 70€ inclui uma tela e o restante material necessário (tintas, pincéis, etc), não sendo por isso necessário trazer nada. A não ser talento, vontade, entusiasmo.

Desta vez, tudo aponta, haverá um grupo ao Sábado e outro ao Domingo.

As inscrições devem ser pagas na livraria Gato Vadio (rua do Rosário 281) até ao dia 6 de Novembro, quinta-feira. (verificar o nosso horário no canto superior da barra lateral do Blog).

Sábado, 1 de Novembro: "Apoplexia da Ideia", de Maria Quintans e João Concha.

"Invoco as figuras de estilo para as queimar na fogueira dos paradoxos normais", Maria Quintans.

Desenhos de João Concha.

Ver vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=enrh85D7qmg




Apresentação do livro "Apoplexia da Ideia", de Maria Quintans e João Concha. (Com a presença dos autores).

Sábado, 1 de Novembro, 17h00.

Entrada Livre

Gato Vadio.


Quinta-feira 13 de Novembro: O Comércio Justo – conversa com Hugo Roegiers (OXFAM, Bélgica) e Rafael Cezimbra Souza (CEALNOR, Brasil).


A Associação Reviravolta organiza uma conversa no Gato Vadio sobre o comércio justo e as suas virtualidades face às relações económicos desiguais estabelecidas entre o mundo rico, dito civilizado, e o mundo pobre, dito terceiro mundo. Os convidados são Hugo Roegiers (OXFAM, Bélgica) e Rafael Cezimbra Souza (CEALNOR, Brasil).

O comércio Justo procura valorizar o produtor, nomeadamente pequenos agricultores dos países não-industrializados, protegendo-os das cadeias de distribuição e das leis de mercado, com o objectivo de garantir uma remuneração justa ao produtor e contribuir para a sustentabilidade de uma economia simples, muitas vezes artesanal e amiga do ambiente.


Quinta-feira 13 de Novembro, 21h30

entrada livre

Gato Vadio

Concerto JazzVadio -CANCELADO

O concerto de jazz marcado para Domingo, dia 26 de Outubro, 17h30, foi cancelado por indisponibilidade dos músicos. Pedimos desculpa pelo acontecido.

entre o vivo, o não-vivo e o morto+The Rose Buttons

Sábado, dia 25 de Outubro, 22h30

Entrada livre


Apresentação entre o vivo, o não-vivo e o morto, (revista filosófica não-académica.)

+

The Rose Buttons - “The New House Of Little Porcs” (Rock Sónico/Show Case)


A revista entre o vivo, o não-vivo e o morto nasceu de uma parceira entre Paulo Serra e o CEPiA (Centro de Estudos Performativos i Artísticos), uma associação sediada em Évora. É uma revista filosófica não-académica que proporciona um espaço, que não existe, para que aquele que tem qualidade nos seus textos possa ver publicado o seu trabalho. Mas a entre o vivo, o não-vivo e o morto tem abertura suficiente, ao exemplo deste primeiro número participa Pedro Ferreira (Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa), Rui Alberto (Licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da universidade Nova de Lisboa) ou A. Pedro Ribeiro (Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Definindo-se como revista filosófica não-académica não se fecha na filosofia.

http://entreovivo.blogspot.com/

(mais informação em breve)

António José Forte, Com uma Faca nos Dentes - Sábado, 18 Outubro



“Dente por dente: a boca no coração do sangue: escolher a tempo a nossa morte e amá-la.”, António José Forte



António José Forte, Com Uma Faca nos Dentes

Pressente-se, mais do que noutros poetas do surrealismo português, que António José Forte (1937 – 1988) escreve de credo na boca:

“não há dinheiro para partir de vez
não há espaço de mais para ficar
ainda não se pode abrir uma veia
e morrer antes de alguém chegar”

O lirismo presente na poesia de Forte – surrealizado-insuflado na obra dos mais “visíveis” surrealistas portugueses, como Mário Cesariny ou Cruzeiro Seixas – não atenua a insurgência existencial, mas corre ao lado da raiva, da revolta, da violência com que Forte trata tudo aquilo que espezinha a liberdade e precariza a criação do indivíduo. Nesse confronto consciente e (solitário) do sujeito “criar-se” contra o mundo, Forte traz a faca no dentes:

“Aos dezoito anos, aos vinte e oito, a vida posta à prova da raiva e do amor, os olhos postos à prova do nojo. Entrar de costas no festival das letras, abrir passagem a golpes de fígado para a saída do escarro. (…) No meu reino apenas palavras provisórias, ódio breve e escarlate. Nem um gesto de paciência: o sonho ao nível de todos os perigos. Pelo meu relógio são horas de matar, de chamar o amor para a mesa dos sanguinários.”

Insurge-se, por isso, não contra (ou só) a realidade medíocre do fascismo salazarento, mas contra todas as formas possíveis da peste do espírito e do tempo. O horizonte de revolta e realização existencial de Forte supera as fronteiras do tempo e espaço. Ele próprio diz sobre a poesia: “a arte de traduzir em palavras a possibilidade do absoluto.”
E vai ainda mais longe, onde poucos que escrevem arriscam chegar, pois sabe que o gume do risco e o eixo da liberdade começa e acaba dentro de cada um e nem sempre se cumpre essa passagem sagrada-infernal sem ter pronto um esgar de sublevação contra o hediondo que espreita em nós.

“O mais belo espectáculo de horror somos nós. Este rosto com que amamos, com que morremos, não é nosso; nem estas cicatrizes frescas todas as manhãs, nem estas palavras que envelhecem no curto espaço de um dia. (…) Só a custo, perigosamente, os nossos sonhos largam a pele e aparecem à luz diurna e implacável. A nossa miséria vive entre as quatro paredes, cada vez mais apertadas, do nosso desespero. E essa miséria, ela sim verdadeiramente nossa, não encontra maneira de estoirar as paredes. Emparedados, sem possibilidade de comunicação, limitados no nosso ódio e no nosso amor, assim vivemos. Procuramos a saída – a real, a única – e damos com a cabeça nas paredes. Há então os que ganham a ira, os que perdem o amor.”

O Gato Vadio orgulha-se de poder dizer a poesia de António José Forte, já que de credo na boca andamos há muito tempo.


António José Forte
Sessão de Poesia
Por Nuno Meireles e Júlio Gomes
Sábado, 18 de Outubro, 23h
Gato Vadio
Entrada livre

Álvaro de Campos, "Que náusea de vida..." - Domingo, 19 de Outubro



Vimos por este meio fazer saber que o Ex.mo Sr. Engenheiro Naval Álvaro de Campos (por Glasgow), autor de várias poesias e auto-designado escritor Sensacionista, será ora homenageado com leituras de vários dos seus textos poéticos por ocasião (tardia) do seu aniversário, celebrado a dia 15 do corrente mês.

Muito nos honraria com a sua presença

A administração,


Álvaro de Campos
Sessão de Poesia
Por Nuno Meireles e Júlio Gomes
Domingo, 19 de Outubro, 18h
Gato Vadio

Livros – Novidades - livraria Gato Vadio

Broto Sofro, Jorge Roque e Guilherme Faria, Averno 14€

Telhados de Vidro nº10, Averno (Vários colaboradores) 13€

Colaborações e outros contos, Henry James, Averno 14€

Suplemento à Viagem de Bougainville…, Diderot, Fenda 18€

O Sossego como Problema (peregrinatio ad loca utopica), Fernando Gandra, Fenda 19€

Discurso sobre as Paixões do Amor, Blaise Pascal, Fenda 10 €

Memórias de um Anarquista Japonês, Ósugi Sakae, Conrad 12€

O Meu Irmão Théo e Vincent Van Gogh, Judith Perrignon, 90º 12 €




"Da janela onde sempre perguntaste, talvez nada mais do que
a pergunta que encontraste, acendes o cigarro que não podias
fumar e sabes que cada instante do fumo que aspiras é um
passo mais na morte que caminhas (sabes e continuas). Sabe-te
bem o cigarro, mesmo quando tosses, mesmo quando queima
o ar que a tosse rasga. Sabe-te bem o silêncio a pairar sobre os
telhados das casas, a noite que o mar estende para lá do
horizonte (e é contudo perto, e é para lá de ti). Não seria este
o seu sabor se não fosse a morrer. Não seria este o seu rosto,
belo porque sem resposta. Não seria esta a tua morte, a lágrima
que corre e guarda o nome feliz."
Jorge Roque, in Broto Sofro, Averno



Supermercado
Tenho 35 anos e sei finalmente o que
quero. Basta olhar para o cesto
de compras: bolachas Leibniz, papel
higiénico Renova, leite com chocolate
Agros e, claro, uma garrafa de Famous
Grouse e pelo menos seis latas de Super Bock.
(…)
É um bocadinho banal, eu sei, mas é a minha
prestação diária enquanto consumidor, o meu fado
simples, enxuto, quase isento de lágrimas & remorsos.
Manuel de Freitas , in Telhados de Vidro nº10




gatovadio
Horário
(Tarde) quinta a domingo 15h-19h30
(noite) terça a domingo 21h-00h59

Editoras:
Antígona, Apenas Livros, Assírio e Alvim, Averno, Canto Escuro, Cotovia, Crise Luxuosa, Dafne, &etc, Edições Mortas, Edições 70, Fenda, Frenesi, Livros D’Areia, Via Óptima, 90º

Revistas:
Nada, Última Geração, Big Ode, Águas-Furtadas, Detritos, Margens-e-Confluências, [UP]arte.

Fanzines:
A Mula, Húmus, Urro