Montag....na nossa livraria.

 À nossa Livraria chegou...  
 a Montag
(pequenas edições para retronautas) 

e a Livros de Areia

(mais duas pequenas editoras nas nossas estantes)
Fernando Ribeiro de Mello (1941-1992) foi, com a sua Afrodite, o editor “maldito” por excelência na última década do Estado Novo, combatendo a perseguição policial e a censura com um arrojo contínuo que lhe valeu proibições e condenações. Esteve contra, e esteve-o com uma coragem ímpar. Mas quando atravessou o espelho para o “outro lado”, para um Portugal livre de censura, descobriu que manter-se “contra” nas águas revoltas dos anos pós-revolucionários era um objectivo demasiado complexo. Este é o primeiro livro que lhe é dedicado. Do salão em casa de Natália Correia aos cafés do momento e ao inevitável Botequim, das sessões "escandalosas" de poesia à mais famosa banheira da "primavera marcelista" e ao lugar de jurado mais odiado do mais bizarro concurso da história da RTP, da fortuna feita com livros notáveis, grande parte deles proibidos e vendidos a preços proibitivos, à falência e ao esquecimento. Contém textos inéditos e depoimentos de Vitor Silva Tavares, Aníbal Fernandes, Eduardo Batarda e Nuno Amorim, três cartas inéditas de Luiz Pacheco e o texto do folheto polemista As Avelãs do Cesariny. Rigorosamente documentado e profusamente ilustrado.
  As sucessivas ditaduras militares que assolaram a América do Sul, e a do seu próprio país, o Uruguai a partir de 1973, obrigaram Eduardo Galeano a reflectir sobre o cruel destino
que parecia estar reservado ao subcontinente. Ainda no exílio, começa a investigação para o que será a trilogia Memória do Fogo: as histórias por trás da História do Novo Mundo, o registo das cinzas que o fogo da Conquista deixara. Uma história continental da infâmia.  ●  Herdeira, em espírito, da crónica de Bartolomé de Las Casas e da verve do Padre António Vieira, inspirada em poemas de Kavafis ou, como sugeriu Ronald Christ, na manta de retalhos nacionais e culturais que é todo o continente americano, a forma desta trilogia (textos curtos que apanham a “grande História” pelas pequenas histórias e de ângulos inesperados) tornou-se a assinatura de estilo do seu autor, que nos faz um convite irresistível: “ver a história pelo buraco da fechadura”.
Baseado em rigorosa pesquisa arquivística e bibliográfica, Memória do Fogo 1. Os Nascimentos, a primeira parte da trilogia (publicada pela primeira vez em 1982), leva-nos numa viagem pelos dois primeiros séculos da conquista da América, em direcção ao primeiro “coração das trevas” da civilização europeia. Acompanhados por fantasmas espanhóis, portugueses, holandeses, franceses e ingleses, não teremos viagem serena.

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