21 a 25 de Outubro - // Eisenstein // Manifesto // FestFeminista // Domeneck

 Quinta, 22 de Outubro, 21:30h  

Nas Quintas de Outubro comentamos a obra do
grande cineasto russo - Sergei Eisenstein

Que Viva México!
(1932 / 90)

"Da zdravstvuyet Meksika!"
Tendo revolucionado a montagem de filmes através de tais obras-primas como os anteriormente apresentadas, o diretor soviético emigra para oeste na esperança de testar as capacidades da indústria cinematográfica americana.
Eisenstein mostra-nos a história e a cultura do México neste filme. Ele acredita, que o México se pode tornar um Estado moderno.
~ legendas em português ~
 Sexta 23 de Outubro, 18:00h  

Novo livro das edições UniPop ‘Manifesto Contrassexual’,
de Paul B. Preciado
Apresentação do livro e debate com
Helena Lopes Braga e Pedro Feijó (investigadoras e tradutoras do livro)
e Ana Cristina Santos (investigadora).

Exibição dos vídeos ‘Solar Anus’, de Ron Athey (1998),
e ´Here come the Ecosexuals´ de Elizabeth Stephens (2015)
Com um tom satírico e corrosivo, este livro traça a genealogia das tecnologias que criam a diferenciação sexual, demonstrando como a sua pretensa naturalidade é produzida por tecnologias sociais, políticas e somáticas. O sexo, diz-nos Preciado, não é a base fixa do género: é preciso olhar o corpo e vê-lo como construído; aí poderemos encontrar novos espaços de resistência.
Um mix media literário (juntando ilustração, exercícios, contrato social, análise literária, etc.), o Manifesto segue as pegadas de Foucault, Wittig, Haraway, Deleuze e Butler, entre outras, para se tornar numa importante contribuição para o feminismo e uma política crítica.
Esta é a primeira obra de Preciado editada em Portugal e uma óptima introdução à prática e teoria queer.

Paul B. Preciado (1970) é filósofo, curador e professor na Universidade Paris VIII. É também autor de Testo Yonqui (2008), El Terror Anal (2009) e Pornotopia (2011).
Mais do que isso, Preciado é um corpo cuja história é marcada pela sua filosofia: administra-se hormonas, deixa de se chamar Beatriz, escreve sobre o seu sexo, desfaz-se enquanto Sujeito.
 Sexta 23 de Outubro, 21:30h  

Integrado no Festival Feminista do Porto
 Conversa com Renato Roque
Sem Ítaca, não terias partido - a propósito da viagem na fotografia de Annemarie Schwarzenbach"
Resumo:
Tentaremos contribuir para uma caracterização do trabalho fotográfico de Annemarie Schwarzenbach, procurando contextualizá-lo na vida e na produção literária da autora e situá-lo na história da fotografia e no ambiente da fotografia alemã, europeia e americana dos anos 30. Discutiremos a contemporaneidade do olhar da fotógrafa, no quadro do que se costuma designar por fotografia documental contemporânea.
Annemarie Schwarzenbach foi uma jornalista, escritora e fotógrafa, que nasceu na Suíça em 1908. Morreu jovem, com apenas trinta e quatro anos de idade, mas foram trinta e quatro anos percorridos a uma velocidade próxima da velocidade da loucura. Depois de décadas de obscuridade, está a ser redescoberta na Suíça e em toda a Europa.
À velocidade da loucura, os sonhos no coração não ocupam espaço, duram um tempo infinito, e têm uma massa também infinita.
Albert Eintraum, O sonho e o espaço-tempo - Teoria da Relatividade Restrita dos Sonhos
Quando morre, em 1942, já tinha visitado a Pérsia, várias repúblicas soviéticas, a Turquia, o Afeganistão, os EUA, o norte de África, alguns países da África Central e grande parte da Europa, tendo passado inclusive por Portugal.
Adivinhamos nos seus escritos e na sua fotografia uma necessidade quase obsessiva de viajar e de procurar alguma coisa, que ela mesma confessa muitas vezes não saber o que é. “A viagem é uma forma de vida particularmente intensa”, escreve a autora. A viagem não tem um destino, é uma "forma de vida". Um fado. A vida como errância. Liberdade como condenação. Em verdade, a viagem parece ser muitas vezes mais uma fuga do que uma procura. Annemarie refere-se ela própria a essa compulsão para a viagem como uma “maldição de fuga”. Foge da Europa que se autodestrói, foge do nazismo, foge da família, foge da mãe, foge dela própria, foge da sua condição de homossexual. E no fim, desiludida, fala de uma liberdade desbaratada. E de cada viagem sente a necessidade de regressar a casa, de voltar à Europa.
Muitas vezes, ao longo da sua vida, esta mulher fascinante, com um rosto misterioso que de imediato nos cativa, foi associada à figura de um anjo. “Um anjo devastado” como a descreveu Thomas Mann, pai dos seus dois maiores amigos de juventude, e que por ela ficou fascinado quando a conheceu, ou “Ela não era nem um homem nem uma mulher, mas um anjo, um arcanjo”, como afirmou Marianne Breslauer, que foi sua amiga e sua companheira de viagens, uma fotógrafa suíça de prestígio, que é a autora da imagem que nós usamos para criar o nosso anjo.
 Domingo 25 de Outubro, 18:00h  

Lançamento do livro
MEDIR COM AS PRÓPRIAS MÃOS A FEBRE
de e por Ricardo Domeneck

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