20 a 24 de Março / GRAFITE, NAVIO, AÇORDA E SAX



Quarta, 20 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h


Filmes: 21:30h

O COMBOIO DOS DUROS (CONVOY)


Sam Peckinpah, 1978
Camionistas formam um "convoy" para apoiarem um companheiro na vingança contra um agente da autoridade. Baseado numa música country com o mesmo nome de C.W. McCall.

 
 

Quinta, 21 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h


Filme:  21:30h 

REQUIESCANT


Carlo Lizzani, 1967
Este filme conta a história de um jovem mexicano que é criado pelos anglo - católicos depois da sua família e amigos serem abatidos por um grupo de vilões da aristocracia. Quando chega a homem, é enviado para procurar a irmã adoptiva, de uma fuga . A jornada leva-o por um caminho inesperado de tiroteios e lutas de classes. Pier Paolo Pasolini faz um papel de apoio como um padre revolucionário.


 

Sexta, 22 de Março 
 Aberto das 19:00 às 24:00h
 
Lançamento:  20:00h

ESQUECI DE FIXAR O GRAFITE
De LUCA ARGEL





 

Sábado, 23 de Março
Aberto das 15:00 às 24:00h



Lançamento:  17:00h


 
NAVIO
De José Miguel Gervásio
&etc, 2013



O melhor é nem se pôr a dúvida: este Navio está mais que preparado para, ao invés do «Titanic», estilhaçar os icebergs quer da Crise Galáctica quer desta outra não menos ingente mas porventura mais irritante – a da elefantíase literária, pesporrente, avassaladora, tsunâmica. O timoneiro de tal Bateau Ivre que ressuma Natureza contendo um Bom Selvagem lá dentro, é o mesmo – e o seu duplo – do maestro que põe a orquestra a executar em vários tons e andamentos tantas odes à Alegria quantas as pequenas narrativas que o barco traz no bojo.
Leiam-se a «história do botão do casaco» ou o «auto-retrato com lanolina», o «69» ou a «lista de necessidades em caso de naufrágio», ou mais este ou mais aquela, é toda uma viagem de circum-navegação pelas águas do humor, do amor, do optimismo vital – e da profunda, genuina, jorrante simplicidade a que obrigam tais desideratos.



Jantar/Convívio:  20:30h 
 
Chef MIGUEL BARBOSA 


Entrada: Hummus
Prato principal: Açorda vegetariana de quiabos e cogumelos
e Açorda de marisco
Preço: 4,5 gatos
Inscrições abertas até ao dia 22 de Março através do telefone 916724105.
 

 

Domingo, 24 de Março
Aberto das 17:00 as 24:00h


Concerto:  18:00h

 
PAULO ALEXANDRE JORGE & SAX SOLO CONCERT


 

"...free jazz, a style in which many would say the music reached its purest expression. It was collective improvisation by individuals who may, or may not, choose to draw on any preceding era and style."
 
 









A Associação Saco de Gatos agradece que não seja publicitada a sua programação (reservada aos seus associados e convidados) nos meios de comunicação social.

13 a 17 de março / JORNADAS DA SODA CÁUSTICA

Associação Saco de Gatos
(Livraria Gato Vadio)
Espaço reservado a sócios e seus convidados


 



Quarta, 13 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h


Filmes + debate
 
DA REVOLTA CONTRA O TRABALHO ASSALARIADO AO DESEMPREGO COMO MODO DEVIDO
Com: Júlio Henriques
 
Na década de 1970, o movimento ofensivo dos trabalhadores estava em luta contra o trabalho assalariado, apreendido como a forma de escravidão moderna. De então para cá, o retrocesso político, comandado pelo desenvolvimento tecnológico, criou sedutoras submissões voluntárias.
 
19:00h  A classe operária vai para o paraíso [La clase operaia va in paradiso], de Elio Petri (Itália, 1971)
 
21:30h Themroc, de Claude Faraldo (França, 1972)



Quinta, 14 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h


Conversa:  21h30

O MITO DO PROGRESSO E AS ILUSÕES RENOVÁVEIS
Por: Félix Rodrigo Mora
No contexto de hiper-industrialização das sociedades, as verdades fabricadas no invólucro “sociedade do progresso” - o encantamento que provocaram, o seu uso manipulativo por parte das elites políticas, a cumplicidade acrítica da tecno-ciência universitária, o desastroso retrato social e ecológico que, nas últimas 3 décadas, veio à superfície na sequência da adopção económica dos programas oficiais do progresso, etc. – não fizeram mais do que legitimar uma gigantesca máquina de dominação que, em vez de libertar os humanos, restringiu o seu espaço de autonomia e determinou o seu destino social e político. Serviçais de uma megamáquina, incapazes do cuidado de si, impotentes para autodeterminar as nossas necessidades e de satisfazê-las por nossa conta, passámos a estar dependentes de um regime total de profissionalização incapacitante e ficámos órfãos de um projecto humano e social que consignasse a cada qual o controlo sobre as suas vontades e decisões. A par com a narrativa do progresso e do bem-estar, garantidos pela bênção da tecno-ciência, vieram as “ilusões renováveis”, um conjunto de propostas do ecologismo reformista, como o benquisto “desenvolvimento sustentável”, cedo integradas pelo sistema, para recauchutar o seu programa de dominação e dar um pouco de viço à fachada do capitalismo verde. A dimensão do controlo político, económico e militar de uma elite sobre a maioria da população é inextricável da extensão do domínio das fontes de energia exercido por essa mesma elite.
Félix Rodrigo Mora, escritor, filósofo e historiador autodidacta, tem desenvolvido uma das mais aprofundadas críticas, radical e independente, de que há registo sobre o tema da “sociedade do progresso”, da tecno-ciência e da crise ecológica, quer em colectivos (“Los Amigos de Ludd”), quer em vários livros de sua autoria, como El giro estatolátrico. Repudio experiencial del Estado de Bienestar (Maldecap, 2011) ou Seis estudios. Sobre política, historia, tecnología, universidad, ética y pedagogía (Brulot, 2010) ou colaborando em publicações como a Diagonal, The Ecologist,Generación.net, Soberanía alimentaria, biodiversidad y culturas, Agenda Viva, Madrid histórico.
 



Sexta, 15 de Março 
 Aberto das 19:00 às 02:00h
 
Conversa:  21h30
NÃO IMPORTA SE É POSSÍVEL, A REVOLUÇÃO É NECESSÁRIA
Por: Félix Rodrigo Mora

Mesmo entre as correntes teóricas radicais, predomina um paradigma romantizado da revolução possível. O possibilismo como raiz conceptual de uma ideia transformadora da realidade tende a definir o seu programa de acordo com os limites da realidade dada, caindo frequentemente em teses reformistas ou salvacionistas. O domínio do possível pode ser tanto o substracto do milagre de Fátima quanto a chama que tantas vezes alimenta as utopias românticas. O possível é aquilo que atiramos para os amanhãs. É o infinito, a metafísica, enquanto “comemos chocolates” e os políticos, padres e polícias, nos tratam da saúde, pois todas as religiões “não ensinam mais que a confeitaria” (Pessoa).
Ao conceito de “omnidade do possível” de G. Bataille, só é possível contrapor a insubordinação ao infinito (dos possíveis) e a recusa indefinida a toda a determinação. “É preciso aceitar ser finito: estar aqui e em nenhum outro lugar, fazer isto e não outra coisa, agora e não sempre, ou nunca; ter apenas esta vida” (André Gorz).
A crítica ao possibilismo do pensamento político é por extensão uma crítica que atinge a crise da esquerda, denuncia a sua cultura parlamentar e flagra a sua descrença numa transmutação real e radical dos valores e das instituições sociais.
Félix R. Mora é uma das poucas vozes conhecidas que defende um processo revolucionário não enquanto possibilidade, mas como necessidade. Se o que é possível pode ser inevitável, o que é necessário não se pode evitar.
O autor de Crisis y utopía en el siglo XXI (Maldecap, 2010) vê a profunda mudança social por meio da adopção da prática revolucionária, como via necessária para atingir objectivos de emancipação e de autonomia, e como forma de reverter o actual desastre ecológico.


 
Performance poética:  00:00h 
 
QUANDO A CABEÇA EXPLODE
Por: Júlio Henriques e Nuno Pinto
 
Sem chefes não há rebanhos e isto é uma grande catástrofe.


 
 

Sábado, 16 de Março
Aberto das 15:00 às 24:00h



Apresentações:  15:00h
 
FLAUTA DE LUZ - BOLETIM DE TOPOGRAFIA Nº1 
Crítica social e da tecnologia/ Poesia ameríndia.
Por: Júlio Henriques (Editor e coordenador).
«O presente boletim tem como antepassados as revistas “Subversão Internacional” (Lisboa, 1977-1981) e “Pravda - Revista de Malasartes” (Coimbra, 1982-1992), bem como diversas incursões nas revistas “Utopia”, “Coice de Mula” e “Cadernos Periféricos”. Os primeiros números desta publicação coligem textos de vária procedência que tendem para um diálogo subversor dos fundamentos do presente sistema imperial» (do prólogo).
 
MAPA - JORNAL DE INFORMAÇÃO CRÍTICA
“Se existem, em Portugal, quase 3000 publicações periódicas porquê colocar mais um jornal em circulação? A resposta está contida não na quantidade mas no tipo e na qualidade dos jornais de massas e canais de informação que se avistam no terreno. O seu principal objectivo não é a informação ou a educação mas sim a criação de uma cultura de medo e a fabricação de opiniões. (..) Sob a forma de jornal, publicam-se e difundem-se notícias, reportagens, entrevistas, análises, fotografias e ilustrações que sejam um contributo para ultrapassar o tal sistema económico e social baseado no dinheiro, no poder, na dominação e na exploração. Em suma, tratam-se elementos para a acção e o pensamento crítico” (do editorial).
 
BURACO - PASQUIM SATÍRICO PRÓ-LÍRICO
Lá do alto, onde as ideias e as acções não são sempre pela mesma ordem, onde a ordem diz e ouve, onde a voz circula em todas as bocas e onde todos, um a um, têm uma primavera por onde florescer, dissipa-se a neblina e do mastro ouve-se gritar: “Mundo novo à vista!”
 

OS MEDIA E AS "CRISES". UMA OFICINA DE AUTODEFESA
Por: Rui Pereira



 


Jantar/Convívio:  21:30h 
 
ARROZ DE TRALHA
Vegetariano / não vegetariano
Preço: 3,5 gatos
Inscrições abertas até ao dia 15 de Março através do e-mail monteravi@gmail.com
 

 

Domingo, 17 de Março
Aberto das 17:00 as 24:00h


Concerto-benefit:  17:00h

 
PAULO ALEXANDRE JORGE & BABY I LOVE YOU (In an Improvisational way!)




 
 
PEDRINHO, LUCA E BABI
 
 
(contributo livre)







A Associação Saco de Gatos agradece que não seja publicitada a sua programação (reservada aos seus associados e convidados) nos meios de comunicação social.

6 a 10 de Março / GATA, LEITURAS E AMANTES


Quarta, 06 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h



Quinta, 07 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h



Sexta, 08 de Março 
 Aberto das 19:00 às 24:00h
 
Jantar:  20h30

DIA INTERNACIONAL DA MULHER 

BUFFET PERFORMATIVO

PELO G.A.T.A.





CORPO. COMIDA. INTEGRIDADE. FEMINILIDADE. DIVINDADE. INSTALAÇÃO. ALTAR. EXPOSIÇÃO. CONSUMO. OBRIGATÓRIO.

No Dia Internacional da Mulher, o G.A.T.A realiza mais um evento gastronómico performativo, desta vez no GATO VADIO, com o Chef Rø a preparar entradas que não deixarão ninguém sair intolerante, acepipes multicuriosos, tapas poliglotas, carpaccios fêmeas e outras delícias conceptuais.
Mais do que um evento gastronómico, ele é conceptual em si mesmo, porque a gastronomia não consegue deixar de o ser. Propõe-se exaltar a mulher porque é o seu dia, mas sobretudo porque todos os dias ela expõe, desintegra e reintegra a integridade do seu próprio corpo, consumido de tantas e tão variadas/ desvairadas formas.

Nesta noite desafiamos todos/as a trazerem um objecto, um texto ou um relato que homenageie uma mulher da sua história, ou da história universal, e a vestir-se de forma criativa, independentemente do seu (trans)género.

5 GATAS (bebidas não incluídas)

Inscrição obrigatória até ao dia 7-03-2013 através de
gata.artandchange@gmail.com
918479020 ou 936433002


Já foi criado evento no facebook, cujo link é o seguinte:
 
 

Sábado, 09 de Março
Aberto das 21:00 às 24:00h


Leituras:   17:00h

CAROLINA LAPA E RUI MANUEL AMARAL LÊEM
AS "HISTÓRIAS DE 1 MINUTO"
DE 
István Örkény.



Imagem da autoria de Luís Nobre

«A primeira fase do trabalho de um escritor é a selecção. Rejeitamos muita coisa e só mantemos muito pouco do que achamos ser importante. É o tipo de trabalho que os físicos fazem, quando de uma enorme quantidade de urânio em bruto só conseguem concentrar algumas dezenas de gramas de substância de cisão. Também eu comecei, há alguns anos, a fazer um trabalho parecido, tentei deitar fora mais do que o habitual e manter menos.»
István Örkény (Hungria, 1912 e 1979).

Veja um trailer aqui:



 

Domingo, 10 de Março
Aberto das 17:00 as 24:00h


Filme:  18:00h

LOVE STREAMS (AMANTES)



JOHN CASSAVETES, 1984

Baseado numa peça de Ted Allan, "Love Streams" é um estudo assustador, provocante, e brutalmente honesto sobre o amor, a necessidade emocional, solidão e a saudade. Em contraste com o trabalho de câmera activo e de confronto dos seus filmes anteriores (mais notavelmente em Faces), John Cassavetes cria um retrato mudo, e objetivo, capturado com compaixão subjacente a vidas vazias e emocionalmente à deriva, personagens que agem em confronto com dor e o desespero.





Em destaque na LIVRARIA



 
OCCUPY
NOAM CHOMSKY

Desde o início do movimento Occupy, em 2011, Chomsky apoiou a crítica à corrupção empresarial e incentivou a participação cívica, em prol da igualdade económica, da democracia e da liberdade. Neste livro de protesto, um conjunto de intervenções e discursos dirigidos ao movimento Occupy, ilustrado por fotografias que retratam o ambiente vivido nas manifestações, o autor apresenta as exigências e os temas que levam gerações a manifestar-se, reflecte sobre as actuais desigualdades económicas e aponta vias para superar as políticas neoliberais e de austeridade.

Inclui um capítulo com informações sobre os direitos dos manifestantes, o modo de proceder em caso de detenção e outras indicações à luz da legislação portuguesa.
 
 






A Associação Saco de Gatos agradece que não seja publicitada a sua programação (reservada aos seus associados e convidados) nos meios de comunicação social.