Lembras-te de Mohammed Bouazizi? (como recuperar a memória do confronto)


Eu sei que te recordas, facilmente te recordarás: era aquele jovem que vendia fruta e legumes em Sidi Bouzid. Imolou-se, e veio a morrer dias depois em consequência da imolação.
Bouazizi tinha um diploma como tu; desemerdava-se com o seu carrinho ambulante, tal como tu te orientas com as tuas merdas, para contornar o abandono a que te sentes votado pela sociedade, pelo Estado, pelo mundo que te rodeia. Bouazizi já não tinha sequer a solução da emigração, porque a nossa querida Europa deixou de precisar “deles”, sabes como é: abriu-lhes as portas quando dava jeito para enriquecer mais um pouco e depois atira-os ao mar, bye bye, hasta la vista.
Não queria começar a falar num tom mais sério, porque estamos todos tão fartos que já nos fartamos de tudo. Estamos fartos de ler o jornal, fartos de receber emails, fartos da mesma conversa na rua... Não queria que me compreendesses mal. Se escrevo, não é para fazer-te mal, mesmo se por vezes pareço estar contra ti por causa das interrogações que me parecem necessárias para atravessar o deserto de olhos abertos. Pensar em determinados ângulos de visão só nos fará bem. Mas não os tomes como pontos fixos. Nem de fuga à realidade, aquela que nos espera fora dos plasmas, das redes sociais, dos textos de circunstância.

Concerto Pedro&Diana | 30 Mar. + Al-Facebook 31 Mar.+ Jazz da Bancarrota & Concerto Jazz Mikowski 1 Abr.


Música, mentiras e livros
"Há mentiras, mentiras danadas e as estatísticas."
-
 Mark Twain

Programa 

Sexta-feira, 30
Concerto Pedro e Diana

Sábado 31
Apresentação do livro Al Face-book

Domingo, 1 de Abril
Apresentação do livro "O Jazz da Bancarrota" + Concerto de Jazz Mikowski



Pedro & Diana

Jazz no Gato
Concerto
Sexta-feira, 30 de Março, 22h

O Pedro e a Diana vivem em Lisboa, inventam canções e fizeram cinco discos artesanalmente desde 2004. Os seus espectáculos de leituras e músicas, sempre diferentes uns dos outros, querem virar do avesso o senso-comum e mostrar que há muitos modos de ver e ouvir. A sério, contra o cinismo. E a brincar, que também é preciso.
A esgatanhar
Cuidado com o cãozinho.
Propriedade privatizada.
Passagem bastante proibida.
Não pise as minhas flores.
Só pessoal monitorizado.
Algarismo algarismo algarismo euros.
Repete, compete, babete.
E se fosse tudo isto prá retrete?
Al Face-book
Sábado, 31 de Março, 17h
Apresentação do livro
com a presença do autor


Editora 7 Nós

(...)
para o efeito credenciado
pelo Ministério
o protocolo já estava a ser accionado
no entanto
e apesar de os poetas
já não serem o que eram
havia que não perder de vista
a política estratégica
de crescimento sustentado da poesia
havia que assegurar
que a poesia continuasse disponível
e acessível a todos
especialmente aos mais carenciados
o que implicará
como ficou dito
a sua cuidadosa privatização
(...)

Evoluindo a partir do projecto militar norte-americano ARPANet (a primeira rede operacional de computadores à base de comutação), a Internet alimenta, mais do que nunca, o mito de uma “inteligência colectiva”. Com o advento da “sociedade rede”, cumpriu-se o pesadelo cibernético planetário: milhões de utilizadores sonham em adaptar-se mais e melhor ao mundo tecnificado e artificializado que lhes é imposto. Para isso, é necessário que cada nano-operador-individual esteja familiarizado com certos códigos e linguagens, sem os quais não seria possível aos poderes dominantes promoverem uma mobilização das populações à escala global, para que uma e outra se identifiquem e se plasmem, como jamais prenunciado na mais céptica distopia. Que esses códigos e linguagens se degradem a olhos vistos, e que esse sonho da tecnificação tenha salvado o projecto de dominação capitalista, parecem ser ângulos de visão que não têm acesso à sociedade do analfabetismo equipado.
A incitação ao riso continua a ser o meio usado por Alberto Pimenta para expor ao ridículo as virtualidades dessa e de outras realidades – realitys que se vão tecendo a cada show que passa, a cada programa (televisivo ou escolar, partidário ou cultural, uns e outros confundindo-se até à exaustão), a cada sítio, a cada página, a cada byte (e “baite”!), a cada like. Que o que resta da “inteligência colectiva” nos guarde de cair na rede.

Jazz da Bancarrota e outros contos (nem sempre) grotescos – Paul van Ostaijen
Apresentação do livro - Editora 7 Nós
Domingo, 1 de Abril, 16h30 
É um caso raro o anonimato de Paul van Ostaijen (1896-1928) na história oficial e não-oficial da literatura europeia do século XX.



É um caso raro o anonimato de Paul van Ostaijen (1896-1928) na história oficial e não-oficial da literatura europeia do século XX.
A vida breve e o vernáculo neerlandês, língua materna do escritor nascido em Antuérpia, talvez expliquem em parte o eclipse que ensombra a obra poética, artística, narrativa e ensaística do “senhor 1830”, como ficou conhecido o poeta por andar vestido extravagantemente, como um dândi dessa época pelas ruas de Antuérpia. Pouco mais de dez anos de labor poético, narrativo e ensaístico, deixaram uma marca profunda na literatura neerlandesa, particularmente na poesia flamenga, sendo por muitos considerado “o pai da poesia contemporânea” das letras flamengas.
Em 2006, Van Ostaijen ganhou popularidade com a realização do filme mudo Bankroet Jazz, baseado num dos “contos” reunidos na antologia e que dá o título à selecção agora publicada pela 7 Nós. As apresentações do livro (que passarão pelo Porto, Lisboa, Aveiro, Braga), além de contarem com a participação de um dos editores (que escreveu um relato sobre a vida e obra do autor) e do tradutor (Arie Pos), terão esse motivo aliciante: a projecção do filme Bankroet Jazz (produção alemã-neerlandesa. Tem a duração de 40 minutos e é feito com imagens dos anos 20/30 seguindo uma estética dadaísta. Sendo um filme mudo, porém, asseguramos a tradução em berros-Dada das passagens com narração.)



A par da poesia, Van Ostaijen notabilizou-se pelos seus contos grotescos. Se a poesia seguia a via ascética da autopoiesis, Ostaijen denota com as sátiras a necessidade de encontrar o meio de dizer o que a poesia calava. Está convicto de que, num mundo desencantado pela mentira instituída, o uso do grotesco, da farsa e do ultraje são os únicos meios de se aproximar da “verdade” e, desse modo, restituir ao humano a realidade e a lucidez crítica.
À luz do presente, os contos reunidos nesta antologia (traduzidos do neerlandês por Arie Pos) deixam-nos a impressão de terem sido escritos sobre a fase política da Europa de hoje, ao trazerem à superfície o homem precário e anónimo, controlado pela política do Estado, depauperado pelo economicismo e pela plutocracia da Banca, disciplinado pelas organizações hierárquicas que cercam o quotidiano, endomingado pela moral fetichista da cultura de massas.
Mesmo se o flamengo se mune de um discurso farsante, virtuoso e rigoroso, para ridicularizar a organização social da mentira, a sua função não era em nenhum momento apresentar certezas, talvez por saber que as certezas, nomeadamente as que dominam, constituem um obstáculo à mudança.
Tentados à clareza e a con-ferir ao leitor uma legibilidade impressiva e dissecadora das flutuações passadas e actuais, na Europa e na cultura, recuperamos hoje a prosa engenhosa de Van Ostaijen, o seu humor agudo e dissidente, a menos digestiva crítica anti-autoritária, ontem hipotecadas por uma espécie de passivo literário.

Troque já o Estado, a Banca e o ministro da Cultura por este livro! 
A pa

Concerto de Jazz
Mikowski
Domingo, 1 de Abril, 19h



Poesia Russa (Anna Akhmatova): Qua.21 / Concerto "Nomad Birds"&"Ilusionismo e Clown": Sex. 23


21 de Março, quarta-feira

21h30 | Ciclo de Poesia Russa - Parte III
Anna Akhmatova



Anna Akhmatova (Odessa, 23 de Junho de 1889 — San Peresburgo, 5 de Março de 1966) )- uma das mais importantes poetas acmeístas russas.
Bebo ao lar em pedaços,
À minha vida feroz,
À solidão dos abraços
E a ti, num brinde, ergo a voz…
...A obra de Akhmatova compõem-se tanto de pequenos poemas líricos como de grandes poemas, como o Requiem, um grande poema acerca do terror estalinista. Os temas recorrentes são o passar do tempo, as recordações, o destino da mulher criadora e as dificuldades em viver em escrever à sombra do estalinismo....
Ao lábio que me traiu,
Aos mortos que nada vêem,
Ao mundo, estúpido e vil,
A Deus, por não salvar ninguém
 ... Akhmatova foi forçada ao silêncio, não podendo a sua poesia ser publicada de 1925 a 1952. Excluída da vida pública, vivendo de uma irrisória pensão, Akhmatova começou, após a morte de Estaline, em 1953, a ser reabilitada, tendo-lhe sido autorizada uma viagem a Itália para receber o prémio literário Taormina e a Oxford para receber um título honorário, em 1965...



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23 de Março, sexta feira

21h30 | Apresentação
Clown e Ilusionismo

22h | Concerto
The Nomad Birds


Poesia Russa do Séc. XX | 14 de Março

Introdução a  Nikolái Stepánovich Gumilev 
- 2ª Sessão - 
4ª, 14 de Março, 21h30
 
Como sempre, foi ousado e calmo
Não conhecia o medo, nem raiva,
A morte veio, e ofereceu-lhe um guerreiro
Tocar no osso quebrado...



Nikolái Stepánovich Gumilev (Em russo: Николай Степанович Гумилёв,1886-1921), poeta russo, foi figura central do movimento acmeísta, junto a poetas como Anna Akhmatova (com quem esteve casado) e Osip Mandelshtam. Sua poesia conserva sempre um aroma adolescente, por sua paixão pela viagem e o exotismo e por seu frequente tom fatalista. Muito popular em vida, Gumilev exerceu um influjo muito intenso sobre os poetas jovens. Foi fuzilado em 1921, durante o regime soviético sua poesia foi proibida...

- conquistador num escudo de ferro,
Estou feliz perseguindo a estrela,
Estou a ir para os precipicios e abismos
A descansar jardim feliz...

Jornadas da Soda Cáustica | 9 a 11 de Março


Da Relocalização da Economia, à Ediçom Independente, e ao  Info-Activismo .

“Eles já estão lá: eles próprios começam a contar os exércitos [do reino] para nada, e infelizmente a força deles está na imaginação; e podemos dizer com toda a certeza que ao contrário de todos os outros tipos de poder, eles podem, quando chegam a um certo ponto, tudo o que eles pensam que podem.” 
Cardeal de Retz a Ana de Áustria 

“ Aquele que deseja e não age pode gerar a peste”, 
William Blake
9 de Março, sexta feira

22h | Mídia Independente
Mídia Independente em Tempos de Guerra | Documentário (2003) | 35 mins
Ir ao espaço onde está o silêncio, e não o calar. Mais do que pôr a descoberto os obscuros meandros em que a mídia se camuflou durante a invasão do Iraque, Amy Goodman (Democracy Now!) no Mídia Independente em Tempos de Guerra - disseca os podres da mídia corporativa, eterna cúmplice na condenação da realidade à inexistência.

A consciência não pode render-se mais ao estado actual das coisas. Não é a soda-caústica que nos alimenta, ela apenas nos ajuda a tirar um mundo a limpo. Mundo, onde cada vez mais a nossa vontade de querer viver e de experimentar a aprendizagem colectiva de construir outro mundo não pode ter lugar. Contudo, a crítica não chega para nos deixar despertos...  
  
Sábado, 10 de Março | 11h - 16h30
Oficina de Posters & Escrita Criativa
com Tamara
Loesje com uma pitada de ES.COL.A



Sábado, 10 de Março | 19h 
  Libre Graphics Magazine

Apresentação com Ana Carvalho e Ricardo Lafuente | Manufactura Independente
Libre Graphics Mag Pic
Libre Graphics magazine é uma revista impressa de design, arte e media visuais. Centra-se no tema da cultura livre apresentando trabalho desenvolvido com recurso a Software Livre e publicado segundo licenças permissivas. Ao mesmo tempo, procura desenvolver um discurso crítico nesta área, refletindo sobre a forma como as ferramentas e licenças interagem com as práticas artísticas.

Num mercado cada vez mais dominado por ferramentas e soluções proprietárias a Libre Graphics magazine quer mostrar que existem alternativas, dando espaço e visibilidade a uma comunidade crescente de criadores. Dirigi-se não só a um público especializado, que tem já contacto com esta filosofia, mas a um público alargado de designers e artistas.

Inteiramente produzida com Software Livre e publicada com uma licença CC BY-SA, está disponível para download e consulta, em formato digital, em http://libregraphicsmag.com.
Sábado, 10 de Março

17h | Crimes Exemplares


Leituras de Max Aub, por Osvaldo Manuel Silvestre e Rui Manuel Amaral

20h | Jantar Vegetariano

22h | Partilha e Propriedade

RiP: A Remix Manifesto | Documentário (2008) de Brett Gaylor | 86 mins

SOPA + PIPA + ACTA + #PL118
Conversas sobre siglas com Teresa Nobre e Clara Boa-Vida da Creative Commons Portugal
«Não é de onde tiras as coisas, é onde as levas.»
«Não existe propriedade intelectual.»
Jean-Luc Godard
Domingo, 11 de Março
16h | Privacidade
A Sobrevivência na Era Digital
Animação (2011) | 35 mins
Uma série de animações curtas que informam sobre os riscos da utilização de novas tecnologias no activismo e que nos levam a pensar nos rastros digitais que deixamos.
https://onorobot.org/


Domingo, 11 de Março
16h30 | Privacidade
Oficina de Auto-Defesa
com Tchapatata
Privacy is not Dead!

Com a utilização cada vez mais intensiva dos recursos da Internet em todos os âmbitos da nossa vida, estará a nossa privacidade a desaparecer definitivamente? E que passos podemos ainda dar para a preservar?

Privacidade é ter o controlo dos fluxos de informação que nos dizem respeito. E está intrinsecamente relacionada com a nossa capacidade de entender o contexto social específico em que nos encontramos e de lhe adequarmos o nosso comportamento. Para o fazerem correctamente, as pessoas precisam de confiar na sua interpretação do contexto, o que inclui tanto as pessoas com que interagem como a arquitectura que define o cenário. Ora, a Internet é para muitos um cenário completamente novo, e a sua arquitectura permanece indecifrável...


Domingo, 11 de março
18h30 | Laboratórios Digitais
Conexão à Galiza

Estas Jornadas procuram o lugar que aos poucos se vai tecendo, são tão só mais um ponto de partida. Depois, a jornada continua....

Jornadas da Soda Cáustica | 2 a 11 de Março



Da Relocalização da Economia, à Ediçom Independente, e ao Info-Activismo.

“Eles já estão lá: eles próprios começam a contar os exércitos [do reino] para nada, e infelizmente a força deles está na imaginação; e podemos dizer com toda a certeza que ao contrário de todos os outros tipos de poder, eles podem, quando chegam a um certo ponto, tudo o que eles pensam que podem.” 
Cardeal de Retz a Ana de Áustria 

“ Aquele que deseja e não age pode gerar a peste”, 
William Blake

A cada dia que passa fica a nu que a acumulação do capital não passa da acumulação da pobreza: a destruição social, ecológica e humana. O velho continente, que durante séculos acumulou essa dupla inseparável, deu-se agora ao luxo de alargar e apofundar não só essa pobreza espiritual como também voltando à pura e dura pobreza literal.

A crise não é reconhecermos o que é da ordem da evidência. A nossa crise é conseguir ver e criar alternativas que, a cada dia que passe, apelem e envolvam mais gente. Para isso temos de partir do que somos, do que temos, mesmo que isso seja pouco. Nesse sentido, a crise pergunta-nos: como reunir as forças da imaginação? Como deixar de ter medo do reino de controlo e suas tropas? Como poder tudo aquilo que pensamos?

Vem Às jornadas e junta-te à nossa crise
2 de Março, sexta-feira 

20h | Gato Vadio
Jantar vegetariano: solidariedade com o Musas 

22h | Gato Vadio
Iniciativas de produção local 
Debate e partilha de experiências sobre projectos com Raízes, Agitadoras de Alquimias, Casa da Horta, Musas, Horta-lá

3 de Março, sábado 

10h30 | Raízes
Visita à Horta I: Raízes 
Local de encontro: Gato Vadio

17h | Gato Vadio
Recriar a ordem social e política: Portugal no mundo 
[com Grazia Tanta; mais detalhes abaixo]

20h | Gato Vadio
Jantar vegetariano 

22h | Gato Vadio
15 M La revolución como una de las bellas artes 
[com Faro Critico; mais detalhes abaixo]

4 de Março, domingo 

10h30 | Agitadoras de Alquimias
Visita à Horta II: Agitadoras de Alquimias 
Local de encontro: Gato Vadio
Sábado, 3 de Março | 17h | Apresentação
Recriar a ordem social e política: Portugal no mundo
Grazia Tanta / Esquerda Desalinhada 

# caraterização do capitalismo neoliberal
# fatores do seu dinamismo e instituições
# enquadramento externo de Portugal
# Portugal, situação económica calamitosa
# Manietamento institucional em Portugal
# Paradigmas para a construção de alternativa
# Instrumentos para a construção de uma transição

Sábado, 3 de Março | 22h | Livro
15 M La revolución como una de las bellas artes 

Apresentação pelo grupo Faro Crítico

"Este libro no pretende dirigir nada, y menos lo indirigible, no pretende ser conciencia de nada ni de nadie. No pretende imponer unos programas fijos dados de antemano. Este libro sólo pretende dar que pensar, aportar ideas y, sobre todo, dotarnos de espacios, de cuestiones y perspectivas, y de tiempos diversos para que podamos pararnos a pensar sobre aquello que ocurre, sobre el cambio que están viviendo nuestras sociedades y poder aportar a ese cambio, lugares, pues ahora se abre el lugar de nuestra oportunidad. 
Somos un grupo heterogéneo que trabajamos desde hace tiempo en imágenes, pensamientos, economías, políticas, investigaciones y acciones conjuntas. El nombre “Faro Crítico” indica que nuestra labor es precisamente la de orientar (no dirigir), la de poder iluminar vagamente los límites y linderos para que los barcos de nuestro mundo sepan que pueden encallar si van más allá de su límite propio, del lugar donde pueden habitar. 
Este libro es un conjunto de artículos heterogéneos que enfoca, desde diversas perspectivas el Acontecimiento 15 M; desde la crisis, sin la necesidad de la crisis; desde algunos modos de la postmodernidad, contra una forma capitalista de postmodernidad; desde enfoques históricos, éticos, filosóficos, éticos, físicos, etc. 
Un conjunto articulado de análisis de un acontecer que parece articular las diversas izquierdas."
A consciência não pode render-se mais ao estado actual das coisas. Não é a soda-caústica que nos alimenta, ela apenas nos ajuda a tirar um mundo a limpo. Mundo, onde cada vez mais a nossa vontade de querer viver e de experimentar a aprendizagem colectiva de construir outro mundo não pode ter lugar. Contudo, a crítica não chega para nos deixar despertos.

Estas Jornadas procuram o lugar que aos poucos se vai tecendo, são tão só mais um ponto de partida. Depois, a jornada continua....

Info-activismo:
6ª, 9 de Março | 22h
Mídia Independente em Tempos de Guerra
Filme & Debate

Loesje
Sábado, 10 de Março
11h-16h30: Oficina de Posters 
22h: Partilha e Propriedade
Rip: A Remix Manifesto
SOPA + PIPA + ACTA + #PL118

Filme & Debate


Domingo, 11 de Março
16h: Privacidade 
Filme & Oficina de Auto-Defesa
18h30: Laboratórios Digitais 
Apresentação com Galegas