“Há, de facto, algo que o homem é e tem de ser, mas este algo não é uma essência, não é propriamente uma coisa: é o simples facto da sua própria existência como possibilidade ou potência”, Giorgio Agamben

A sessão e debate sobre o Bio-Poder é dedicada aos homens que continuam iniquamente presos nas prisões de Guantánamo e Bagram sob a administração do Nobel da Paz Barak Obama. Amén.


Hunger, de Steve McQueen

Filme + Debate sobre o Bio-Poder

Sábado, dia 31 de Outubro, 22h
Apresentação a cargo de Rossana Mendes

Gato Vadio rua do rosário, 281 – Porto



Vencedor de inúmeros prémios, entre os quais o Caméra d'or em Cannes e Melhor Realizador Estreante nos British Independent Film Awards, Hunger é uma experiência visceral, graficamente violento, de uma beleza visual tão desarmante quanto o conteúdo traumático que retrata.


O foco de Hunger é o relato (mais emocional que factual) dos últimos tempos de vida de Bobby Sands, um activista do IRA que foi preso aos 27 anos por posse de arma e condenado a 14 anos de prisão. Em 1981, iniciou uma greve de fome com o objectivo de melhorar as condições para os prisioneiros do IRA, entre as quais recuperar o estatuto de presos políticos, poderem livremente agrupar-se com outros prisioneiros, terem direito a visitas semanais e envio/recepção de correio e não serem forçados a usar a farda de reclusos. Ao final de 66 dias, a greve de fome reclamou-lhe a vida.

McQueen faz-nos sentir os odores fétidos dos dejectos, faz-nos escutar o rufar ensurdecedor dos bastões da polícia de intervenção nos escudos, para logo nos fazer sentir na carne as pancadas sobre os presos, quando os arranca brutalmente das celas para os lavar e revistar, violando-os sem misericórdia. McQueen move-se no limite do suportável, ao mesmo tempo que a câmara de Sean Bobbitt capta o abjecto e o belo, confundindo-os numa mesma “tela”.

(retirado de http://cinerama.blogs.sapo.pt/ )


Curtas de Animação

Sessão Dupla

Selecção e Organização de João Torres

Sexta e Sábado, 6 e 7 de Novembro, 22h

(programa e sinopses em breve)


XX DIAS – de Rui Miguel Ribeiro

Apresentação e leitura de poemas pelo autor

Sábado, 14 de Novembro, 18h


Projecto Videolab –

Sessão de Vídeo

Sábado, dia 14 de Novembro

(mais info em breve)



(comentário ao comentário que nos chegou de JDPINHO, ver abaixo, a propósito do debate sobre a vacina da Gripe A h1n1)

Agradecemos as suas notas e a atenção que dedicou ao debate promovido pelo Gato.

As opiniões dos médicos que questionam a vacina da Gripe “suína” não precisam necessariamente de ter uma autoridade baseada no seu passado biográfico para, antes de mais, aconselharam prudência às autoridades sanitárias, governativas, médicas e aos cidadãos em geral por causa dos escassos dados científicos sobre os efeitos a curto, médio e longo prazo, provocados pela vacina e os seus componentes controversos. Tal como as autoridades sanitárias, governativas, médicas e os cidadãos em geral, não precisam de ter uma autoridade baseada no seu passado biográfico para pressuporem, sem dados científicos de relevo, que não há imprudência nenhuma no uso da vacina quanto aos seus efeitos a curto, médio e longo prazo.

Para dar um exemplo, Francisco George declara: “Quem é contra a vacina não tem fundamento científico”. Baseado no peso da sua autoridade, mesmo quando não há dados científicos “sobre a génese do H1N1,(…) a real incidência dos efeitos laterais das vacinas em geral, a sua gravidade, (…). Nem sobre o risco de mutações do H1N1 num cenário de pandemia”, ele declara por antítese que quem é a favor da vacina tem fundamento científico necessário ou suficiente.

(Além disso ser leviano, revela que não é sensível ao maior coro crítico a uma vacina feito por médicos e profissionais de saúde, com ou sem autoridade biográfica, jamais visto em todo o mundo).

Aquilo que achamos prudente é que o cidadão, que deve decidir em consciência se toma ou não a vacina, deve ter acesso não só à opinião “maioritária”, mas também à opinião “minoritária” (colocando a questão nestes termos para simplificar e enfatizar o desequilíbrio entre essas “duas correntes” e não com o intuito de cair em maniqueísmos).

A médica infecciologista (e os restantes médicos presentes no Gato Vadio) não notou a falta de credibilidade na argumentação da médica Teresa Forcades, apontando apenas o lapso de no documentário não ser referido que a estirpe h1n1 afecta pessoas jovens e saudáveis (ao contrário da gripe sazonal).

Também achamos (e aqui sem prudência nenhuma…) que um cidadão consciente, informado e que procura não alienar a sua esfera de interesse público (como estamos em crer concordará), deve ter acesso a informação e a factos sobre a produção da vacina, a génese da sua patenteação pela Baxter, o episódio dos 72 kilos de vacinas com o vírus activo da gripe aviar e da gripe sazonal colocadas no mercado, as alterações recentes na OMS e a cronologia dos factos, etc, etc, etc… Nem que seja para poder depois considerar essas opiniões sem “credibilidade”.

Finalmente, o “desconto” terá de ser dado primeiro a todas as organizações oficias e não-oficiais, a todas as entidades privadas, a todos os grupos coorporativos, sindicais, ordens, associações, e também a todas as livrarias e bares que nem sequer se colocaram na posição do “desconto”. E depois aceitaremos todos os descontos e todas as nossas insuficiências.

Cordialmente,

Os Vadios.


Documentários e Debate sobre a Gripe A H1N1, a vacina e a sua problemática social

Sexta-feira, dia 23 de Outubro, 22h

Gato Vadio, rua do rosário 281




Este é o nosso plano de contingência: nenhum cidadão deve decidir tomar a vacina da Gripe A H1N1 sem antes ouvir as vozes de médicos e investigadores que a colocam em causa. Ou seja, sem antes ter acesso a informação técnica e científica credível, consistente e crítica, que enriqueça uma decisão consciente. Esforço minoritário face à informação oficial – desta vez, e grosso modo, acompanhada pela epidemia acrítica dos media de referência – e que, na prática, se consubstancia no direito do cidadão ao contraditório, à possibilidade de olhar para o outro lado da história.

A responsabilidade mais uma vez de cumprir com um serviço público – vadio e de pequena escala – pesa-nos nos ombros. A contra-informação que se gerou em redor da problemática da Gripe A H1N1 nem sempre terá sido pedagógica, isenta e producente. Não queremos por isso correr o risco de provocar um caso de alarmismo na contra-cultura citadina.

Desta forma, do programa de vídeos que exibiremos antes do debate e que poderão consultar abaixo constam notas e referências sobre os autores/envolvidos nos documentários que serão passados.

O debate contará com a presença confirmada de Médicos (Epidemiologistas e de Clínica Geral), investigadores científicos e licenciados em Farmácia.

Programa:

Documentários:

1.

O Dr. Kent Holtorf é entrevistado na Fox News sobre os sintomas e o tratamento do H1N1 (a Gripe Suína ou Gripe A). O Dr. Holtorf é um especialista em doenças infecciosas e a sua opinião sobre a vacina que chegou agora ao mercado em Outubro (de 2009) é no mínimo alarmante.

Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=sLoL_-rFYNQ

2.

Campanas por la Gripe A”, vídeo com a médica e investigadora Teresa Forcades.

Os dados e os factos que são trazidos a lume colocam em causa a forma como a vacina da Gripe A H1N1 foi produzida, questionam a própria virulência da Gripe A, abordam as recentes alterações por parte da Organização Mundial de Saúde que permitiram declarar a pandemia em 2009, quando o estado actual da gripe, o número de casos infectados e a taxa de mortalidade que provoca, não permitiria a declaração de pandemia com os regulamentos de 2008.

Notas:

Teresa Forcades (1966,Barcelona), é uma monja beneditina, médica e teóloga, conhecida pelas suas posições feministas e pelas suas manifestações críticas contra a gestão da Pandemia de Gripe A H1N1, designadamente contra as instituições sanitárias e as empresas farmacêuticas que produzem a vacina da Gripe A.

Licenciada em Medicina pela Universidade de Barcelona em 1990; especialidade em Medicina Interna nos EUA em 1995. Título de Master Divinitas pela Universidade de Harvard em 1997. Doutoramento em Saúde Pública na Universidade de Barcelona em 2004.

Ver:

http://vimeo.com/6790193

OU AQUI:

http://inphobe.blogspot.com/2009/10/campanas-por-la-gripe.html

OU AQUI:

http://www.youtube.com/watch?v=sEPYv6hkaTM&feature=related

3.

“GRYPA, EPIDEMIA, PANDEMIA”

Documentário com o investigador polaco Piotr Bein sobre as implicações políticas da problemática da Gripe A H1N1 e os interesses das farmacêuticas que produzem a vacina contra a chamada “gripe suína”.

(Tradução simultânea assegurada.)

Notas:

Dr. Piotr Bein holds a masters degree from the Technical University of Denmark and a doctorate in applied decision and risk analysis from the University of British Columbia. A member of the Institute for Risk Research, University of Waterloo, he served as a consultee on a recent report from the European Committee on Radiation Risk. His 30-year career of a licensed civil engineer, risk analyst, ecological economist, and researcher of socio-economic impacts of atmospheric change switched to an interest in information warfare after NATO attack on Yugoslavia. (Bein foi um dos investigadores que mais relutantemente denunciou o uso de urânio empobrecido nos Balcãs, designadamente na Bósnia e no Kosovo, polémica que ocupou também as páginas dos jornais portugueses em 2001 por causa da presença de soldados portugueses nas missões militares na Bósnia do pós-guerra).

The Institute for Risk Research (IRR) was established in 1982 to conduct research on risk management and to establish a knowledge base to assist Canadian governments, public organizations and industry in risk management decisions and policies. Research and development on measures of safety, risk management of dangerous goods, safety of blood systems, etc., provision of membership services for risk experts in Canada, risk publications and educational programs have all contributed to the mission.

Piotr Bein

Transportation Systems Consultant

Email: piotr.bein@umag.net

Expertise: Decision analysis of civil engineering systems under uncertainty and risk; modeling and assessment of natural and man-made hazards to civil engineering works, and risks arising in transportation of people and goods.

Site do Institute for Risk Research (IRR)

http://www.irr-neram.ca/about/irr.html