Documentários e Debate sobre a Gripe A H1N1, a vacina e a sua problemática social

Sexta-feira, dia 23 de Outubro, 22h

Gato Vadio, rua do rosário 281




Este é o nosso plano de contingência: nenhum cidadão deve decidir tomar a vacina da Gripe A H1N1 sem antes ouvir as vozes de médicos e investigadores que a colocam em causa. Ou seja, sem antes ter acesso a informação técnica e científica credível, consistente e crítica, que enriqueça uma decisão consciente. Esforço minoritário face à informação oficial – desta vez, e grosso modo, acompanhada pela epidemia acrítica dos media de referência – e que, na prática, se consubstancia no direito do cidadão ao contraditório, à possibilidade de olhar para o outro lado da história.

A responsabilidade mais uma vez de cumprir com um serviço público – vadio e de pequena escala – pesa-nos nos ombros. A contra-informação que se gerou em redor da problemática da Gripe A H1N1 nem sempre terá sido pedagógica, isenta e producente. Não queremos por isso correr o risco de provocar um caso de alarmismo na contra-cultura citadina.

Desta forma, do programa de vídeos que exibiremos antes do debate e que poderão consultar abaixo constam notas e referências sobre os autores/envolvidos nos documentários que serão passados.

O debate contará com a presença confirmada de Médicos (Epidemiologistas e de Clínica Geral), investigadores científicos e licenciados em Farmácia.

Programa:

Documentários:

1.

O Dr. Kent Holtorf é entrevistado na Fox News sobre os sintomas e o tratamento do H1N1 (a Gripe Suína ou Gripe A). O Dr. Holtorf é um especialista em doenças infecciosas e a sua opinião sobre a vacina que chegou agora ao mercado em Outubro (de 2009) é no mínimo alarmante.

Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=sLoL_-rFYNQ

2.

Campanas por la Gripe A”, vídeo com a médica e investigadora Teresa Forcades.

Os dados e os factos que são trazidos a lume colocam em causa a forma como a vacina da Gripe A H1N1 foi produzida, questionam a própria virulência da Gripe A, abordam as recentes alterações por parte da Organização Mundial de Saúde que permitiram declarar a pandemia em 2009, quando o estado actual da gripe, o número de casos infectados e a taxa de mortalidade que provoca, não permitiria a declaração de pandemia com os regulamentos de 2008.

Notas:

Teresa Forcades (1966,Barcelona), é uma monja beneditina, médica e teóloga, conhecida pelas suas posições feministas e pelas suas manifestações críticas contra a gestão da Pandemia de Gripe A H1N1, designadamente contra as instituições sanitárias e as empresas farmacêuticas que produzem a vacina da Gripe A.

Licenciada em Medicina pela Universidade de Barcelona em 1990; especialidade em Medicina Interna nos EUA em 1995. Título de Master Divinitas pela Universidade de Harvard em 1997. Doutoramento em Saúde Pública na Universidade de Barcelona em 2004.

Ver:

http://vimeo.com/6790193

OU AQUI:

http://inphobe.blogspot.com/2009/10/campanas-por-la-gripe.html

OU AQUI:

http://www.youtube.com/watch?v=sEPYv6hkaTM&feature=related

3.

“GRYPA, EPIDEMIA, PANDEMIA”

Documentário com o investigador polaco Piotr Bein sobre as implicações políticas da problemática da Gripe A H1N1 e os interesses das farmacêuticas que produzem a vacina contra a chamada “gripe suína”.

(Tradução simultânea assegurada.)

Notas:

Dr. Piotr Bein holds a masters degree from the Technical University of Denmark and a doctorate in applied decision and risk analysis from the University of British Columbia. A member of the Institute for Risk Research, University of Waterloo, he served as a consultee on a recent report from the European Committee on Radiation Risk. His 30-year career of a licensed civil engineer, risk analyst, ecological economist, and researcher of socio-economic impacts of atmospheric change switched to an interest in information warfare after NATO attack on Yugoslavia. (Bein foi um dos investigadores que mais relutantemente denunciou o uso de urânio empobrecido nos Balcãs, designadamente na Bósnia e no Kosovo, polémica que ocupou também as páginas dos jornais portugueses em 2001 por causa da presença de soldados portugueses nas missões militares na Bósnia do pós-guerra).

The Institute for Risk Research (IRR) was established in 1982 to conduct research on risk management and to establish a knowledge base to assist Canadian governments, public organizations and industry in risk management decisions and policies. Research and development on measures of safety, risk management of dangerous goods, safety of blood systems, etc., provision of membership services for risk experts in Canada, risk publications and educational programs have all contributed to the mission.

Piotr Bein

Transportation Systems Consultant

Email: piotr.bein@umag.net

Expertise: Decision analysis of civil engineering systems under uncertainty and risk; modeling and assessment of natural and man-made hazards to civil engineering works, and risks arising in transportation of people and goods.

Site do Institute for Risk Research (IRR)

http://www.irr-neram.ca/about/irr.html





1 comentário:

  1. Gosto da vossa livraria e das vossas vadiagens, e porque não pude juntar-me ao debate não posso deixar de dizer o seguinte aqui:

    - O Dr. Holtorf trabalha para a Holtorf Medical Group e dedica-se especificamente a desequilíbrios hormonais, fadiga e fibriomialgia. Formou-se na Universidade de St Louis. Pesquisando a maior base de dados de publicações médico-científicas (PubMed), ficamos a saber que tem 2 trabalhos publicados em revistas com baixo factor de impacto, ambos relacionados com hormonoterapia. Este médico não é um especialista em doenças infecciosas e desconhecemos o motivo pelo qual foi entrevistado pela Fox News.

    - A Dra. Teresa Forcades contribuiu com um único trabalho (em espanhol) para a comunidade científica internacional, acerca do efeito placebo e medicinas alternativas. Atribuir-lhe o título de investigadora será, na minha opinião, excessivo. O seu conhecimento sobre virulogia é no mínimo duvidoso, considerando aquilo que nos conta no seu vídeo.

    Conclusão: nem tudo o que brilha é ouro. Os argumentos que estas pessoas estão a usar são "de autoridade", o que torna perfeitamente inconcebível alguém lhes dar credibilidade.

    É claro que nada disto clarifica sobre a génese do H1N1, a hiperreactividade dos meios de comunicação social, a agenda das indústrias farmacêuticas e todas aquelas coisas que nos parecem obscuras.
    Nem sobre a real incidência dos efeitos laterais das vacinas em geral, a sua gravidade, ou do benefício desta vacina especificamente. Nem sobre o risco de mutações do H1N1 num cenário de pandemia.

    Nem sobre uma data de outras coisas... Pode ter sido um bom ponto de partida para um debate, mas há que dar um desconto.

    ResponderEliminar