Filme + Debate


Domingo, 15 de Março, 15h30

Com a presença de Jorge Valadas

Gato Vadio

Entrada Livre





“Mastigai o cotão e o courato dos séculos e a civilização dos desejos baratos
Vá lá, é para vós tudo isso.” Henri Michaux


“Não há crise”, a expressão passou de moda...
É a crise financeira dos “maus financeiros especuladores” que arrasta a economia para a crise ou foi ela apenas um sinal precursor dum desequilíbrio profundo do sistema capitalista, inerente à organização social do mundo em que vivemos?
A famigerada “mão invisível” reguladora da “economia” regulou o quê? E porque razão ela não regula mais? Voltara ela a “regular”?
O desmoronar do edifício da “economia” dos velhos centros vai deixar indemnes as periferias ou vai pelo contrário arrasta-las na sua queda?
De Shanghai a Nova Iorque, de Estugarda a Atenas, da Guadalupe à Islândia, de Alcabideche a Ermesinde : imagens de desastre, de ilusões, de submissões, de revoltas e de esperanças.
“Prepare for the worst, hope for the best!”, propunham os sindicalistas revolucionários norte-americanos nos anos vinte. A fórmula mantém-se actual nestes tempos de tempestade.
Conversa informal e não acabada à volta de um filme, reservada aos que pensam que o pessimismo deve ser deixado para tempos melhores.


Filme – 15h30
"The Yes Men" Chris Smith, (78min)


Sinopse: Os Yes Men infiltram-se na OMC contra a qual militam. Participam nas conferências internacionais e aproveitam para levar às suas consequências extremas as teorias liberais com o objectivo de despertar as consciências". Este filme foi premiado com o “prémio do público” no Festival de Berlim.


The Yes Men é formado por dois activistas da culture jamming (Jacques Servin e Igor Vamos, conhecidos pelos pseudónimos de Andy Bichlbaum e Mike Bonanno) que já se fizeram passar por figuras importantes de empresas como McDonalds, Down Química, etc. Em Novembro do ano passado distribuíram, nas ruas de Nova York, um milhão de exemplares falsos do New York Times, cuja manchete era “Iraq War Ends”. Denunciam o neo-liberalismo através da caricatura e praticam o que eles chamam "correcção de identidade", fingindo ser pessoas poderosas e porta-vozes de organizações proeminentes.

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