Domingo, 30 de Novembro, 17h30

Para uma educação livre ou ministeriada?


Prometeu agrilhoado é uma imagem terrífica e espantosa para permanecer solidamente à entrada de uma Universidade. Trata-se da escultura que supervisiona o campus da U. do Minho, mas poderia estar em qualquer outro centro de ensino.

Mensagem insidiosa? Metáfora escultural da velha palmatória? Bicada-Punição ministerial? O que pode pensar o aluno do (deste) sistema de educação? A escola e a universidade estão pensadas hoje em dia para que o aluno se liberte do pesadelo prometeico?




















Os professores do ensino básico e secundário enfrentam actualmente não o pesadelo, mas a realidade política de uma mentalidade preocupada não com o ensino, os alunos, as escolas, os professores, mas com os números, as estatísticas, os índices, a produtividade. Esta visão mercantilista da educação dificilmente pode ter como finalidade estimular a criatividade, a independência, a capacidade crítica e o desenvolvimento global dos alunos. Fazer da escola um comércio passa por cima da possibilidade de imaginar sujeitos livres, cidadãos autónomos, conscientes socialmente e capazes de ver além do estreito funil de tornar cada aluno um mero grão na engrenagem de um sistema de produção em série.

Perante a política educativa das últimas décadas que argumentos temos à vista para refutar que, na sua essência, ela está orientada de tal modo que à medida que o aluno avança do básico à universidade ele passa a ser uma mera mercadoria?

E, suprema ironia deste sistema de educação, à vista estão os factos: quantos alunos que cumpriram o seu percurso escolar vieram parar à linha de caixas do Jumbo? Ao call-center da PT? Ao fato-de-treino da Ikea? Aos subúrbios de Londres ou ao aeroporto de Barcelona? Ou, simplesmente, ao desemprego com canudo. E quem poderá avaliar esta concepção ministerial falhada da Educação?

Além das reivindicações conjunturais e da luta unida dos professores contra as decisões do governo actual, não devemos – professores, alunos, pais, cidadãos – reflectir sobre a orientação geral do sistema educativo? Se os professores não querem uma ministra a vigiar e punir o seu desempenho quotidiano, pode um aluno continuar com um prometeu agrilhoado no seu imaginário?

Debate - Para uma educação livre ou ministeriada?

Domingo, 30 de Novembro, 17h30

Convidados: António Magalhães (professor universitário/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U. do Porto)

António José Silva (professor do ensino secundário e autor do blogue Pimenta Negra)

Gato Vadio, rua do Rosário 281

Porto

Nota: o texto é apenas um ponto de vista para estimular a reflexão e vincula apenas os Vadios…



sábado, dia 29 de Novembro, 21h30



Regresso das sessões Videolab + revista virtual Mutante

O Projecto Videolab foi convidado a participar na 2.ª edição da revista virtual Mutante, dedicada ao tema "Fantasia".
Visto tratar-se de uma revista online, a participação do Videolab consistiu numa sessão virtual intitulada "Videolab Fantasia". A sessão será agora apresentada no Gato Vadio (ver programa dos vídeos abaixo), juntamente com a revista Mutante.



Sessão Videolab Virtual | "Videolab Fantasia"

Dawn of the Pixies (1'50'') - Tara Wells (Canadá)

Facechasers (4') - Gabriel Judet-Weinshel (EUA)

Ah Pook Is Here (6') - Philip Hunt (Grã-Bretanha/Alemanha)


Siempre (5') - Sophie Sindahl-Invernesse (EUA)


The Tower Trilogy (9') – Barbara Agreste (Itália/Reino Unido)


Patients (2'07'') - Miguel Peres dos Santos & Jules van Hulst (Portugal/Holanda)


A Journey to The Garden (15') - Michael C.L. Cheng (Canadá/Taiwan)


Ornametal (1'50'') – Anna Chiaretta Lavatelli (EUA)


O Rapaz no Mundo de Papel (5') - Miguel Furtado (Portugal)


Chasing Identidem (5'50'') - Thea Jones (Canadá)


Burdens of The Eternal Realm (1'30'') - Chris Daykin (Sri-Lanka)


Je Suis Jean Cocteau (10') - Andre Scucato e Cristina Pinheiro (Brasil)


Delivery (8'40'') - Till Nowak (Alemanha)


The Perpetual Life of Jim Albers (12') - Matt Goldman (EUA)


Geist (2') – Mark Hemmings (Canadá)


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Toda a informação em:

PROJECTO VIDEOLAB
www.projectovideolab.com
http://projectovideolab.blogspot.com
projectovideolab@gmail.com

REVISTA MUTANTE
www.mutante.pt
http://mutantemagazine.blogspot.com
info@mutante.pt

Sessão de Vídeo (VídeoLab) + Apresentação da Revista Mutante

Entrada 1€

Sábado, 29 de Novembro, 21h30

Gato Vadio

Rua do rosário 281, Porto



Quinta-feira, dia 27 de Novembro, 22h

Ciclo de Cinema Discriminação e Não-Violência

OS RESPIGADORES E A RESPIGADORA, de Agnés Varda

A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos respigadores, aqueles que vivem da recuperação de coisas (detritos, sobras) que os outros não querem ou deixam para trás. A respigadora, nesse sentido é Agnès Varda, que experimentando pela primeira vez uma pequena câmara digital, se quer assumir como uma “recuperadora” das imagens que os outros não querem ver nem fazer, e que portanto deixam para trás (“le filmage est aussi glanage”). Um filme lúcido e livre, mediado pelas “mãos que envelhecem” da própria cineasta.
Site oficial do filme


OS RESPIGADORES E A RESPIGADORA
Realização: Agnés Varda
Actores: Bodan Litnansk, Macha Makeïeff, François Wertheimer, Agnés Varda
Montagem: Agnés Varda
Música: Joanna Bruzdowicz, Isabelle Olivier, François Wertheimer
Formato: 35mm, cor
Origem: França
Distribuição: Atalanta
Classificação: M/12
2000; 82m



Uma iniciativa Amnistia Internacional & Movimento Humanista